
Próximo a rios um modelo de atendimento hospitalar flutuante tem mudado a rotina de quem vive longe dos grandes centros. É nesse cenário que o cirurgião Arthur Kasper, de Pinhalzinho (SC), integrou uma missão humanitária no Pará.
A ação ocorreu na região de Óbidos, e contou com o apoio do Barco Hospital Papa Francisco, uma embarcação de 32 metros de comprimento inaugurada em 2019. O projeto foi criado para levar atendimento médico a comunidades ribeirinhas isoladas, alcançando mais de mil localidades na Amazônia e realizando milhares de procedimentos ao longo dos anos.
Na estrutura — que conta com centro cirúrgico, consultórios e equipamentos de diagnóstico — equipes voluntárias realizam consultas, exames e operações, principalmente de baixa e média complexidade. A iniciativa funciona como uma extensão do sistema público de saúde em regiões onde o acesso terrestre é limitado ou inexistente.
Equipe durante atendimento (Foto: Arquivo pessoal)Foi nesse ambiente que Arthur participou das cirurgias de hérnia e dos atendimentos especializados. Além do trabalho a bordo, a equipe também utilizou bases de apoio em terra, como a Santa Casa do município.
Para o cirurgião, a experiência vai além da técnica. Ele destaca que o contato direto com as pessoas reforça o impacto humano da medicina em contextos de vulnerabilidade, onde o simples acesso ao cuidado já representa uma mudança significativa na vida dos pacientes.


