
O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro chegou a R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, o maior valor da série histórica iniciada em 2012. Apesar do recorde, os dados revelam um cenário mais moderado quando se observa a distribuição desse crescimento entre os setores da economia.
As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e apontam uma alta real de 5,5% na comparação com o mesmo período de 2025, já descontada a inflação.
Mesmo com o avanço, o ritmo de crescimento mostra sinais de desaceleração. Na comparação com o último trimestre de 2025, quando o rendimento médio era de R$3.662, a alta foi mais tímida, de 1,6%. Ainda assim, este é o segundo trimestre consecutivo em que a renda média permanece acima da faixa dos R$3,7 mil.
O detalhamento por atividade reforça o caráter desigual desse resultado. Dos dez setores analisados, oito apresentaram estabilidade, sem variações significativas nos rendimentos. Apenas dois registraram aumento: o comércio, com alta de 3% (R$ 86 a mais), e a administração pública, com crescimento de 2,5% (R$ 127).
Os números indicam que, embora haja ganho real na média nacional, o avanço não é generalizado e segue concentrado em áreas específicas, enquanto a maior parte dos trabalhadores ainda não percebe mudanças relevantes no rendimento.



