
Diante da escalada nos preços do gás de cozinha, o governo federal decidiu agir e abriu um crédito extraordinário de R$330 milhões para conter novos aumentos ao consumidor. A medida provisória foi publicada nesta terça-feira (28) e surge como resposta direta à pressão do mercado internacional, agravada pela guerra no Oriente Médio.
O plano é impedir que o brasileiro pague mais caro pelo botijão. Para isso, o governo vai subsidiar a importação de gás liquefeito de petróleo (GLP), garantindo que o produto vindo do exterior seja vendido no país pelo mesmo preço do gás nacional.
A alta do petróleo no cenário global elevou significativamente os custos do GLP, acendendo o alerta sobre possíveis reajustes. Para evitar esse efeito em cadeia, foi estabelecido um subsídio de R$850 por tonelada do produto importado, numa tentativa de equilibrar os preços e frear o impacto no dia a dia da população.
Na prática, a União assume parte da conta. A compensação financeira reduz a pressão sobre distribuidoras e evita que o aumento seja repassado integralmente ao consumidor final.
A medida tem foco direto nas famílias de baixa renda, que são as mais afetadas por qualquer elevação no preço do gás de cozinha. Segundo o Palácio do Planalto, a prioridade é preservar o poder de compra e evitar que o item essencial pese ainda mais no orçamento doméstico.
O subsídio começou a valer em 1º de abril e, inicialmente, segue até 31 de maio. O prazo pode ser estendido por mais dois meses, dependendo do comportamento dos preços no mercado internacional.



