O município de Pinhalzinho (SC) possui 2.211 imigrantes cadastrados no Serviço Social, vindos de 11 nacionalidades diferentes, segundo dados oficiais. Desse total, cerca de 90% são venezuelanos, enquanto os demais são naturais de países como Cuba, Equador, Argentina, Angola, Uruguai e República Dominicana. A presença desses trabalhadores tem sido fundamental para suprir a demanda por mão de obra no setor industrial local.
Nos últimos dias, o cenário político venezuelano ganhou repercussão internacional com uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em Caracas. A ação, denominada Operation Absolute Resolve, envolveu bombardeios e um ataque de forças especiais na madrugada de 3 de janeiro e, segundo autoridades norte-americanas, durou poucos minutos até a detenção de Maduro, que foi levado para Nova York, onde enfrentará acusações federais relacionadas a narcotráfico e terrorismo.
Análise no Oeste
Em território catarinense a situação é observada com atenção. O secretário de Desenvolvimento Econômico da Capital da Amizade, Sérgio Matte, avaliou em entrevista como está o cenário na região.
“Existe uma preocupação com a possível volta desses moradores, porque hoje eles ocupam vagas importantes nas empresas da cidade, mas sempre incentivamos eles e damos todo o suporte necessário”, afirmou. Conforme Matte alguns estrangeiros também já começaram a empreender e possuem até MEIs no ramo de alimentação e construção.
Um dos principais exemplos da contribuição desses profissionais é a empresa Zagonel, que emprega mais de 300 colaboradores venezuelanos. Para muitas indústrias, essa mão de obra tem sido essencial para manter a produção diante da falta de trabalhadores locais. A monitora de produção Shoriannys Velásquez, que ainda tem familiares vivendo na Venezuela, diz acompanhar com apreensão as mudanças no país. “Era algo que estávamos precisando que acontecesse”, comentou, ao se referir ao atual momento político, refletindo o sentimento de quem vive entre duas realidades.







