
A poucos dias do segundo turno das eleições gerais de 2026, os eleitores ainda têm dúvidas sobre os procedimentos para votar neste domingo (25), quando os brasileiros voltam às urnas para escolher o presidente da República.
Para esclarecer as principais questões, a chefe do Cartório Eleitoral da 66ª Zona Eleitoral, Greyce Lask Mahl, participou do programa Radar, da Rádio Centro Oeste, e explicou como será a organização do pleito, quais documentos são aceitos e o que os eleitores precisam saber antes de comparecer às urnas.
Segundo Greyce, os preparativos incluem a conferência das urnas eletrônicas, a verificação dos dados e dos equipamentos e a distribuição dos materiais aos locais de votação. Ela ressaltou que, apesar dos testes realizados antes da eleição, o dia da votação exige atenção das equipes responsáveis.
Para votar, o eleitor deve apresentar um documento oficial com foto. O título eleitoral impresso não é obrigatório, desde que a pessoa saiba informar sua seção e seu local de votação. Também são aceitas versões digitais válidas de documentos oficiais, como a Carteira de Identidade Nacional, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o e-Título com fotografia, quando disponível.
Greyce também alertou para a proibição de equipamentos eletrônicos na cabine de votação, medida que busca preservar o sigilo do voto.
“Lembrando que na cabina de votação não pode levar consigo nenhum equipamento eletrônico que possa comprometer o sigilo do voto”, reforçou.
A chefe do cartório explicou ainda que eleitores com deficiência ou dificuldade de locomoção podem receber auxílio de uma pessoa de confiança, independentemente da idade. A assistência pode ocorrer inclusive na cabine de votação, mediante autorização da mesa receptora e registro em ata.
Os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno também podem votar neste domingo, mesmo que ainda não tenham justificado a ausência anterior. A falta na primeira votação não impede a participação no segundo turno.
A justificativa pode ser apresentada pelo e-Título ou presencialmente, conforme os procedimentos da Justiça Eleitoral. Para quem faltou no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, o prazo termina em 3 de dezembro de 2026.
Greyce reforçou que a ausência anterior não deve ser motivo para deixar de participar da nova votação.
“Se no primeiro turno ele não votou, nem justificou através do e-Título no dia da eleição, agora ele tem 60 dias para fazer a justificativa dele perante a Justiça Eleitoral. Mas ele sim pode ir domingo votar”, explicou.

Os eleitores não terão novas mudanças nos locais de votação neste segundo turno. De acordo com Greyce, as alterações realizadas anteriormente foram planejadas com antecedência e comunicadas às comunidades envolvidas, permitindo a adaptação dos eleitores aos novos endereços.
A orientação é que cada pessoa retorne ao mesmo local em que votou no primeiro turno. Quem não se lembra do endereço ou da seção pode consultar as informações no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo aplicativo e-Título ou pelos canais de atendimento da Justiça Eleitoral.
“Nós não vamos fazer nenhuma alteração nos nossos locais de votação. A estruturação nova respondeu muito bem”, afirmou a chefe do cartório.
Ela também destacou a importância da participação dos eleitores para a escolha do próximo presidente da República.
“Quanto mais eleitor comparecer, mais legítima é essa escolha para a democracia”, acrescentou.

Durante a entrevista à RCO, Greyce também explicou a diferença entre votos brancos, nulos e válidos. O voto em branco é registrado quando o eleitor seleciona essa opção na urna eletrônica. Já o voto nulo ocorre quando é digitado um número que não corresponde a nenhum candidato válido naquela disputa.
No segundo turno presidencial, somente os votos válidos atribuídos aos candidatos são considerados no resultado. Os votos brancos e nulos não são contabilizados para definir o vencedor.
“A Justiça Eleitoral trabalha com os votos válidos. Então, a gente exclui da apuração os votos brancos e nulos. A gente utiliza tão somente os votos válidos atribuídos a um candidato”, esclareceu Greyce.
Ela também lembrou que, por se tratar de uma eleição majoritária para a Presidência da República, não há voto de legenda neste segundo turno. O eleitor deve escolher um dos candidatos ou optar pelo voto branco ou nulo.
Outro assunto abordado foi a pausa realizada para atualização dos sistemas durante a apuração do primeiro turno. Segundo Greyce, a medida foi necessária diante do grande volume de dados recebidos naquele período.
Os resultados das urnas de diferentes regiões do país chegam aos cartórios eleitorais e são transmitidos aos sistemas da Justiça Eleitoral. A concentração de informações em determinados horários pode exigir ajustes técnicos para garantir o processamento adequado dos dados.
Greyce explicou que, mesmo com os testes realizados antes da votação, o cenário do dia da eleição pode apresentar situações diferentes das simuladas.
“Embora a gente faça com a antecedência devida simulados para ver como o nosso sistema vai se comportar no dia da eleição, o dia D é sempre diferente”, afirmou.
Sobre a pausa, ela explicou que a atualização foi necessária diante da sobrecarga registrada na linha interna utilizada pelo sistema durante o recebimento das informações. O procedimento buscou permitir que os dados fossem encaminhados adequadamente aos sistemas responsáveis pela apuração.
O segundo turno das eleições gerais de 2026 está marcado para domingo (25), das 8h às 17h, seguindo o horário oficial de Brasília.
A principal orientação é que o eleitor se organize com antecedência, confirme seu local de votação e leve um documento oficial com foto. Quem não compareceu no primeiro turno também pode participar normalmente da votação deste domingo, sem precisar apresentar previamente a justificativa da ausência anterior.










