
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) vai colocar as principais demandas do setor produtivo na agenda dos candidatos ao governo do Estado. Na próxima sexta-feira (18), a entidade entregará a Carta da Indústria de Santa Catarina, documento elaborado para apresentar propostas que, na avaliação da indústria, devem orientar ações nos próximos quatro anos.
O encontro contará com a participação dos candidatos João Rodrigues, Jorginho Mello e Ralf Zimmer. Além da apresentação das propostas, a FIESC pretende buscar dos candidatos compromissos com medidas consideradas importantes para a manutenção da competitividade da economia catarinense.
Um dos principais pontos defendidos pela entidade é a não elevação da carga tributária. Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a questão está diretamente relacionada ao ambiente de negócios e à capacidade das empresas catarinenses de competir.
“No encontro a FIESC buscará o compromisso dos candidatos com o não aumento da carga tributária, pois essa é uma questão essencial para o ambiente de negócios e, assim, para a competitividade do estado”, afirma Seleme.
A Carta da Indústria foi construída a partir de um processo de escuta do setor produtivo em diferentes regiões de Santa Catarina. A proposta foi reunir demandas apresentadas por representantes da indústria e transformá-las em uma agenda de prioridades para o desenvolvimento econômico e social do Estado.
Na elaboração, participaram os sindicatos industriais, as 16 vice-presidências regionais e os 15 conselhos setoriais e temáticos da FIESC. O trabalho também contou com o corpo técnico da Federação e de entidades ligadas à instituição, como SESI, SENAI, IEL e CIESC.
O documento reúne 88 propostas, organizadas em dez áreas consideradas estratégicas para a indústria e para a economia catarinense. Entre elas estão desenvolvimento econômico, inovação, educação, saúde, relações trabalhistas, meio ambiente, logística e infraestrutura, segurança pública, comércio exterior e setores produtivos.
A entrega ocorre durante o período eleitoral de 2026, quando os candidatos ao governo apresentam suas propostas para os próximos quatro anos. Com a iniciativa, a FIESC busca inserir as prioridades do setor produtivo no debate eleitoral e estimular compromissos dos futuros gestores com políticas voltadas à competitividade, geração de oportunidades e desenvolvimento de Santa Catarina.




