
O ataque a creche Aquarela no município de Saudades, com pouco mais de 10 mil habitantes, causou muita dor e comoção a inúmeras pessoas. Passados mais de dois anos, o crime que vitimou três bebês e duas professoras, terá um final, pois está acontecendo o tão aguardado julgamento do réu.
Mas a tragédia também mudou a vida e a rotina das famílias das vítimas, algumas inclusive se mudaram da cidade para tentar minimizar todas as lembranças.
Para a ex-merendeira, Vanusa Ramos de 48 anos, que presenciou o atentado em 2021, o cotidiano teve uma reviravolta. Ela era servidora do berçário na época, após algum tempo, resolver seguir na profissão de vigia, algo que conseguiu alcançar com esforço. Segundo ela com um único objetivo - proteger as crianças - afirmou.
“Lembro muito dos gritos, vou dormir e escuto, não esqueço, depois desse episódio eu resolvi fazer o curso para ser vigia e quis ficar aqui na creche, não me vejo longe daqui, pretendo trazer meus netos para esse educandário”, disse.
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