O Superior Tribunal de Justiça reduziu os valores recebidos pelo ministro catarinense Marco Buzzi, que está afastado do cargo após denúncias de assédio sexual. A diminuição ocorreu cerca de três meses após o afastamento do magistrado e atingiu principalmente os chamados “penduricalhos”, que incluem verbas indenizatórias e pagamentos extraordinários.
Com a suspensão desses adicionais, a remuneração líquida do ministro caiu de aproximadamente R$ 100 mil para R$ 35,1 mil, representando uma redução de cerca de 65%. Até abril, mesmo afastado das funções, Marco Buzzi continuava recebendo os valores integrais previstos quando estava em atividade.
A medida segue uma norma do Conselho Nacional de Justiça, que determina a suspensão de verbas temporárias, indenizatórias ou extraordinárias em casos de afastamento de magistrados.
Segundo informações disponíveis nas folhas de pagamento do CNJ, os valores pagos a título de indenização passaram de cerca de R$ 20 mil para R$ 654. Entre os benefícios afetados estão auxílio-alimentação, auxílio-transporte e ajudas de custo. Já a parcela referente a direitos eventuais — que inclui pagamentos retroativos, antecipação de férias e serviços extraordinários — foi zerada.
O ministro é investigado por denúncias de importunação sexual em pelo menos dois episódios. Em um dos casos, uma jovem de 18 anos afirma ter sido assediada pelo magistrado em janeiro deste ano, na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú. Conforme o relato, a vítima seria filha de amigos do ministro e teria sido agarrada por ele enquanto estava no mar.
