
A escalada de tensão no Estreito de Ormuz provocou reação imediata no mercado internacional de energia nesta segunda-feira (4). O barril do petróleo Brent, referência global, subiu 5% e ultrapassou os US$114, refletindo a instabilidade em uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, responsável por cerca de 20% do fluxo global.
O avanço do preço ocorre em meio a uma disputa de versões entre Irã e Estados Unidos sobre a segurança da navegação na região. Enquanto o Comando Central norte-americano afirma que navios comerciais atravessaram o estreito com escolta militar, a Guarda Revolucionária iraniana nega qualquer passagem recente e classifica a informação como falsa.
A incerteza sobre o controle e a segurança do estreito aumentou após o anúncio de um plano do ex-presidente Donald Trump para retomar o comércio marítimo na área, com apoio de uma ampla operação militar que inclui navios de guerra, aeronaves e milhares de soldados.
Do lado iraniano, a resposta veio com a ampliação do controle marítimo sobre o Estreito de Ormuz, incluindo a definição de novas zonas de segurança. Autoridades do país também alertaram que embarcações devem evitar a travessia sem coordenação com suas forças, sob risco à segurança.
Além disso, relatos de ataques a navios comerciais nas últimas 24 horas ampliaram a percepção de risco, influenciando diretamente o mercado. O Irã afirma ter impedido a passagem de embarcações ligadas a EUA e Israel, enquanto os norte-americanos negam qualquer impacto em suas operações.
Com o aumento das tensões e a falta de consenso sobre a situação no estreito, o mercado reage com volatilidade, e especialistas apontam que novos episódios de instabilidade podem pressionar ainda mais os preços do petróleo nos próximos dias.











