
Uma declaração direta e carregada de tensão colocou Cuba no centro do cenário internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “Cuba é a próxima”, durante discurso em um fórum de investimentos em Miami, elevando o tom da política externa norte-americana.
A fala ocorreu enquanto o republicano destacava ações militares recentes dos EUA em países como Venezuela e Irã. Sem detalhar quais medidas pretende adotar, Trump deu a entender que novas intervenções podem estar no radar, reforçando um discurso que tem se tornado cada vez mais incisivo.
Nos bastidores, o governo norte-americano já iniciou conversas com lideranças cubanas nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, o presidente tem reiterado que acredita em um possível colapso do governo de Havana, que enfrenta uma das piores crises de sua história recente.
Durante o evento, Trump destacou o poderio militar dos Estados Unidos e indicou que, apesar de não desejar utilizá-lo, isso pode acontecer. A declaração foi interpretada como um sinal claro de pressão e possível escalada nas relações com a ilha caribenha.
Cuba vive uma crise econômica e energética profunda, agravada pelo embargo imposto pelos Estados Unidos. Entre as medidas, está a restrição ao envio de petróleo da Venezuela, o que tem comprometido diretamente o abastecimento e a geração de energia no país.
Nos últimos meses, apagões frequentes têm atingido mais de 10 milhões de pessoas, impactando hospitais, escolas e serviços essenciais. Diante desse cenário, a fala de Trump intensifica a preocupação internacional e amplia as incertezas sobre os próximos capítulos dessa relação.










