
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta quinta-feira (7) cinco casos de hantavírus ligados ao navio de cruzeiro MV Hondius, que saiu da Argentina em 1º de abril com 174 pessoas a bordo. Três passageiros morreram desde o início da viagem. O caso mobilizou autoridades de saúde de vários países após passageiros desembarcarem antes da confirmação oficial da doença.
Exames realizados na Suíça identificaram a cepa andina do vírus em um dos pacientes infectados. A variante é considerada uma das mais preocupantes porque, diferentemente da maioria dos hantavírus, possui histórico raro de transmissão entre humanos em situações de contato próximo e prolongado.
A situação levou países europeus a iniciarem uma operação internacional de rastreamento para localizar passageiros, tripulantes e pessoas que tiveram contato com os infectados. Autoridades monitoram possíveis exposições em ao menos 12 países, enquanto hospitais na Holanda, Espanha e Suíça acompanham casos suspeitos.
O hantavírus normalmente é transmitido pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores contaminados. Os sintomas incluem febre, dores musculares, fadiga e dificuldade respiratória, podendo evoluir rapidamente para insuficiência pulmonar grave.
Apesar da preocupação, a OMS afirma que o risco de uma pandemia semelhante à Covid-19 ainda é considerado baixo. Atualmente, não existe tratamento específico contra a doença, e os pacientes mais graves precisam de suporte respiratório e internação em UTI.
Situação no Brasil
O Paraná confirmou dois casos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os pacientes de 34 e 28 anos são moradores de Pérola d'Oeste, no Sudoeste do estado, e Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Outros 11 casos continuam em investigação e 21 foram descartados.










