
Um comunicado conjunto divulgado neste domingo (04) por Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condena o ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela e manifesta preocupação com as ações conduzidas pelo presidente norte-americano Donald Trump, apontando riscos à estabilidade regional.
Na nota, os governos reafirmam o compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas e classificam a ofensiva como uma violação do direito internacional.
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“Expressamos nossa profunda preocupação e repúdio às ações militares realizadas unilateralmente em território venezuelano, que contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça de força, e o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas.”
Os países avaliam que as ações criam um precedente considerado “extremamente perigoso” para a paz e a segurança regional e colocam em risco a população civil. Segundo o comunicado, a crise venezuelana deve ser enfrentada apenas por vias diplomáticas.
“A situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, através do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem interferência externa e em conformidade com o direito internacional”.
O texto reforça que somente um processo político amplo, liderado pelos próprios venezuelanos, pode gerar uma solução democrática e duradoura.
“Reafirmamos que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática e sustentável que respeite a dignidade humana”, afirma a nota, que também reafirma a América Latina e o Caribe como zona de paz.
Ao final, os signatários fazem um apelo à unidade regional, pedem a atuação do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e de outros mecanismos multilaterais para reduzir as tensões, além de alertar contra qualquer tentativa de controle externo de recursos naturais ou estratégicos que ameace a estabilidade política, econômica e social da região.











