
A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos na quarta-feira (24). Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 39 segundos de diferença e provocaram destruição em diversas regiões do país, especialmente na capital Caracas e no estado costeiro de La Guaira.
Segundo o balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano, pelo menos 32 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas. Além disso, mais de 6,6 mil pessoas eram consideradas desaparecidas nas horas seguintes ao desastre, enquanto equipes de resgate continuavam as buscas entre prédios desabados e áreas atingidas.
Os abalos foram sentidos em grande parte do território venezuelano e também em países vizinhos, como a Colômbia, além de regiões do Norte do Brasil. Em Caracas, moradores deixaram apartamentos, escritórios, centros comerciais e hospitais às pressas após os edifícios balançarem fortemente. Muitas pessoas passaram a noite em áreas abertas por medo de novas réplicas.
Diversos edifícios sofreram danos estruturais ou desabaram completamente. As autoridades relataram prejuízos em sistemas de transporte, cortes de energia elétrica, interrupções no abastecimento de água e suspensão de atividades em aeroportos e estações de metrô. Hospitais ficaram sobrecarregados com o grande número de vítimas, levando o governo a mobilizar reforços médicos para as áreas mais afetadas.
Diante da gravidade da situação, o governo decretou estado de emergência nacional e suspendeu as aulas. Equipes de bombeiros, forças de segurança e profissionais da saúde foram deslocados para atuar nos trabalhos de resgate e atendimento às vítimas.
Especialistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) classificaram os tremores como os mais fortes registrados na região norte da Venezuela em mais de um século. As autoridades seguem monitorando a ocorrência de réplicas e alertam que o número de vítimas e atingidos pode aumentar à medida que novas informações forem confirmadas.







