
Motoristas enfrentaram filas em diversos postos de combustíveis de Pinhalzinho e municípios da região nesta quarta-feira (18). O movimento intenso começou a ser registrado com mais força ao longo do dia, impulsionado pelo receio de novos aumentos nos preços, reflexos da guerra internacional e rumores sobre uma possível greve de caminhoneiros.
Em vários estabelecimentos, motoristas optaram por completar o tanque ou antecipar o abastecimento, temendo que os valores possam subir nos próximos dias ou que haja dificuldade no fornecimento.
A preocupação também ocorre em um momento em que prefeituras da região passaram a decretar situação de emergência, diante da dificuldade de empresas vencedoras de licitações conseguirem atender a demanda de combustíveis para os municípios.
Apesar da apreensão, não há neste momento indicativo de desabastecimento no país. O Brasil possui atualmente estoque de combustíveis suficiente para cerca de 15 dias, enquanto os pedidos seguem sendo atendidos pelas principais distribuidoras.
Especialistas do setor explicam que parte da insegurança do mercado ocorre porque o país ainda depende de importações para atender a demanda interna. Hoje, o Brasil precisa importar cerca de 30% do óleo diesel e aproximadamente 10% da gasolina, devido à capacidade limitada de refino nacional.
Outro fator que influencia o cenário é o chamado apreçamento, quando os preços passam a refletir expectativas de aumento nos custos internacionais do petróleo. Dados do setor indicam que nas últimas três semanas a venda de combustíveis cresceu cerca de 40% em comparação com períodos anteriores, reflexo da corrida dos motoristas aos postos.
Mesmo diante da alta na procura, os postos atuam apenas como repassadores de preço e, em muitos casos, empresários do setor têm buscado segurar reajustes para evitar aumentos abruptos ao consumidor.
Em relação ao abastecimento, a expectativa é de normalidade no fornecimento de gasolina e diesel S-10, combustíveis que seguem com entrega garantida pelas distribuidoras. A maior dificuldade ocorre atualmente com o diesel S500, devido a questões logísticas de distribuição.
A orientação do setor é para que motoristas evitem corridas desnecessárias aos postos, já que, por enquanto, não há confirmação de falta de combustíveis.











