
Quem mora em Pinhalzinho, já está acostumado a ver o Paulo Welter andando por aí com uma forquilha de árvore na missão de encontrar água e não tem vez que a técnica não funciona. Com os braços flexionados segurando firme a varinha de pêssego ele logo localiza as vertentes. O Paulo conta que descobriu o método por acaso.
“Eu vi um senhor fazia isso no Rio Grande do Sul, quebrei uma vareta lá e fiz esse serviço e deu, e ai fui indo, eu mesmo achei que era de mentira, mas não é, percorri inúmeras propriedades, sempre encontro a água”, afirma.
Na verdade, essa técnica tem até nome - radiestesia, que não serve apenas para encontrar líquidos. Seus defensores alegam possuir a capacidade de captar radiações e energias emitidas pelos objetos e materiais buscados.
“Para mim é uma satisfação enorme, uma alegria, comecei sozinho sem ninguém me pedir, explicação é um pouco da natureza da pessoa, deve ser algo assim, porque tem muita que queria imitar mas não conseguem”, diz.
Geralmente com a ajuda de bastões, pêndulos e outros instrumentos, as pessoas que possuem esse dom procuram minerais, pedras preciosas. E tudo isso não é de hoje não, os primeiros registros são do Egito antigo de 2 mil anos antes de Cristo.
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