
Mais de 20 empresários do município de Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina, procuraram a Polícia Civil para registrar Boletins de Ocorrência contra moradores que divulgaram em grupos de WhatsApp uma lista de comércios que supostamente seriam de “esquerda”, atingindo pessoas que sequer se manifestaram sobre seu posicionamento político.
Conforme o delegado Lucas Almeida, as mensagens começaram a circular logo após o resultado das eleições. Ele esclarece que esse tipo de atitude será combatida e os envolvidos serão devidamente responsabilizados. 
“Segundo informações teria iniciado em um grupo de mulheres e estamos apurando, elas estão sendo assistidas por um advogado, instauramos procedimento por difamação e injúria, e pode configurar crime de relação de consumo, é grave, estamos de olho, pedimos que essa lista pare, porque daqui a pouco você vai ser conduzido aqui para a delegacia e irá responder criminalmente”, explicou.
Internet não é uma terra sem lei
A autoridade explica que a punição poderá ser severa, além de se comprovado, terem que indenizar as empresas prejudicadas.
“Já chegaram ao nosso conhecimento alguns nomes, e números de telefones, estamos apurando e vamos intimar para depor todos que fizeram essas listas de boicote a comércios e aqueles que estão compartilhando no aplicativo de mensagens instantâneas, essas pessoas podem ser processadas civilmente pelos prejuízos, se o empresário contabilizar a média de quanto ele recebia por mês com as vendas e quanto caiu, onde os propagadores podem ter que fazer indenizações tanto por dano material quanto de dano moral”, reforça.
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