
Com o crescimento do número de casos de violência contra as mulheres, principalmente no ambiente doméstico, a busca pela segurança tem feito o público feminino recorrer às técnicas de defesa pessoal e elas vêm tomando academias e outros espaços em busca de modalidades voltadas especificamente ao preparo para situações de risco.
No município de Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina, ao dar aulas de artes marciais é como se a professora Adriane Granella junto com as alunas descem socos e chutes contra adversidades. Durante algumas horas, a instrutora ensina como sair de possíveis cenários de agressões.
Débora pratica Muay thai originária da Tailândia (Foto: Renan Ribeiro)“No meu ver artes marciais, deveria ter em todos os lugares, hoje em dia a gente vê na mídia, casos próximos até na família que a mulher é abusada, que sofre bastante assédio, então está cada vez pior isso, ou seja, as aulas proporcionam uma maneira de estarmos nos protegendo, faz muita diferença”, disse.
Mudança de postura é ponto principal percebido. A compradora de uma empresa, Débora Moraes se beneficia com o que aprende, além de sentir-se mais segura após o treinamento, melhorando também o condicionamento físico.
“Eu queria fazer uma atividade física e me identifiquei com o Muay thai, porque além de fazer bem para o corpo, traz benefícios a mente, viemos para um treino e saímos nos sentindo muito bem”, conta.
Segundo dados do Tribunal de Justiça, no ano de 2022 em Santa Catarina foram solicitadas 23.308 medidas protetivas e registrados 56 feminicídios.
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