
Pinhalzinho fecha 2022 com saldo negativo na geração de empregos (-171). Até o mês de outubro, o município registrava resultado positivo de 70 novas vagas de trabalho. Porém, viu seus números declinarem drasticamente a partir do fim das eleições.
O fato também foi observado em âmbito nacional, quando o país terminou o ano de 2022 com menos 431.011 postos de trabalho. Em dados, foram 1.382.923 admissões e 1.813.934 desligamentos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
No caso de Pinhalzinho, foram 161 admissões e 339 desligamentos durante o ano passado. Santa Catarina também registrou saldo negativo na geração de postos de trabalho: -39.268. Até o mês de novembro o Estado detinha um saldo positivo de 4.211 postos de trabalho criados. Entretanto, só no mês de dezembro foram feitos 122.328 desligamentos.
Com relação a indústria, a situação é ainda mais complexa porque os empregos, especialmente, no estado já vinham em queda. Em termos de perspectiva medida pelo Observatório da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, a perspectiva de emprego está abaixo do nível de confiança: 47,5 em dados já do mês de janeiro de 2023.
A situação é vista pela FIESC também em outros cenários como Índice de Confiança Industrial (45,1). Porém, o levantamento que mostra a "Intenção de Investir na Indústria", medido em território catarinense, é maior quando comparado ao do Brasil: 56,7 contra 53,7.
O cenário político e institucional teve fator de impacto na produção dos indicadores econômicos mais recentes sobre a economia, especialmente sobre o fator produção e mão de obra. Depois das eleições de outubro, que foram as mais concorridas da história do país, parte do mercado e dos players ficaram em stand-by. Ou seja, ainda aguardam posições para tomada de decisão mais clara. O desafio do novo governo, principalmente o Federal, é credibilizar a relação com o setor produtivo.
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