
A política catarinense entrou em ebulição nesta quinta-feira (19) com a saída do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, do Partido Social Democrático (PSD). O rompimento se dá após lideranças do partido não concordarem com as manifestações de Topázio contra o pré-candidato da sigla ao governo do estado, João Rodrigues.
O rompimento teve como estopim o apoio de Topázio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL), movimento que contrariou os planos do partido no Estado. A tensão chegou ao ápice quando a direção estadual passou a avaliar a expulsão de Topázio por infidelidade partidária.
Em carta pública, Topázio adotou um tom duro e acusatório. Ele afirma ter sido alvo de um “conluio” dentro do partido, envolvendo o presidente estadual Eron Giordani e o próprio João Rodrigues.
“O presidente estadual do PSD de Santa Catarina, em conluio com o prefeito de Chapecó, passou a exigir minha expulsão imediata do partido. Ainda que perplexo, considero essa grotesca encenação uma medalha”, declarou.
O prefeito também rebateu as críticas de traição e reforçou que sua decisão foi influenciada por divergências mais amplas, incluindo a posição do partido em relação a uma possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Sem destino partidário definido, Topázio revelou ter recebido convites de diversas siglas, entre elas o Podemos, o que amplia as especulações sobre seus próximos passos.



