
Jair Marques de Bairros, de 54 anos, enfrenta uma nova etapa no tratamento de uma doença cardíaca que o acompanha há mais de duas décadas. Morador de São Miguel do Oeste, ele foi transferido para Blumenau após o agravamento do quadro e agora passa por avaliações para verificar a possibilidade de um transplante de coração.
A transferência ocorreu na sexta-feira (21), com apoio do SAMU Aeromédico, que realizou o transporte no Arcanjo-08. Jair deixou o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, e foi encaminhado ao Hospital Santa Isabel, em Blumenau, unidade especializada em atendimento cardiológico e transplantes.
A família acompanha de perto cada etapa do tratamento. Os filhos estão se revezando para permanecer ao lado do pai, mas a distância entre os municípios trouxe uma série de despesas que passaram a pesar no orçamento familiar.
Por esse motivo, os familiares criaram uma campanha de arrecadação para ajudar a custear alimentação, deslocamentos, medicamentos e outras necessidades durante o período em que Jair permanecer lá.
Doença começou ainda na juventude
Segundo a filha, Alana Marques de Barros, os problemas cardíacos de Jair começaram quando ele tinha apenas 33 anos. Na época, ele sofreu o primeiro infarto.
Desde então, foram anos de tratamentos, internações e períodos de piora no estado de saúde.Nos últimos dias, a situação se tornou mais grave. Jair precisou permanecer internado e utilizar medicamentos para auxiliar o coração a manter o bombeamento adequado do sangue.
Depois de apresentar condições clínicas que permitissem a transferência, ele foi levado ao Vale do Itajaí. No novo hospital, passa por exames e avaliações realizadas pela equipe responsável pelo acompanhamento de possíveis candidatos ao transplante cardíaco.
A família aguarda os resultados dos procedimentos e a definição da equipe médica sobre os próximos passos do tratamento.
“Qualquer valor, por menor que pareça, fará uma grande diferença para nós neste momento tão delicado”, afirma Alana na campanha. A família também pede que a história seja compartilhada por quem não puder contribuir financeiramente.
O momento é tratado pelos familiares como uma corrida contra o tempo, mas também de esperança.

