
O bombeiro Juliano Gasparini explicou como qualquer pessoa pode agir de forma segura ao presenciar uma parada cardíaca, enquanto o socorro especializado não chega. Em entrevista, ele também destacou a importância do acesso ao Desfibrilador Externo Automático (DEA) em locais públicos, como parte do conceito de “cidade cardioprotegida”.
Segundo Gasparini, o primeiro passo é reconhecer a emergência. “A vítima geralmente está inconsciente e não respira normalmente. Nessa situação, é fundamental acionar imediatamente o serviço de emergência pelo 193”, orienta.
Enquanto o socorro está a caminho, a recomendação é iniciar a reanimação cardiopulmonar (RCP), com compressões fortes e rápidas no centro do tórax. O socorrista ressalta que não é preciso ter formação na área da saúde para ajudar. “O mais importante é não perder tempo. Fazer algo é melhor do que não fazer nada”, afirma.
Gasparini alerta ainda sobre o que deve ser evitado: não oferecer água, não tentar acordar a vítima com tapas ou sacudidas e não interromper as compressões sem necessidade. “Essas ações podem atrasar o atendimento correto e reduzir as chances de sobrevivência”, explica.
Durante a entrevista, Juliano também defendeu a ideia na região que prevê a disponibilidade de desfibriladores em locais de grande circulação. O aparelho é capaz de analisar o ritmo cardíaco e, se necessário, aplicar um choque para tentar restabelecer os batimentos do coração.
Em alguns municípios do Brasil, o DEA já está presente em espaços como shoppings, aeroportos e ginásios. “O equipamento é seguro, fácil de usar e pode salvar vidas. Quanto mais pessoas tiverem acesso a ele, maiores são as chances de sobrevivência”, conclui Gasparini.










