Uma operação de fiscalização realizada na região de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, resultou no afastamento de 78 adolescentes que estavam em situação de trabalho infantil considerado perigoso. A ação foi conduzida pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.
As irregularidades foram identificadas em 23 empresas, principalmente nos setores têxtil e de frigoríficos. Segundo a SIT, as atividades exercidas pelos adolescentes representavam grave risco à saúde e estavam entre as piores formas de trabalho infantil previstas na legislação brasileira.
A operação ocorreu entre os dias 2 e 6 de março e contou com a atuação conjunta de auditores-fiscais do trabalho, um procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) e agentes da Polícia Federal. De acordo com o órgão, os empregadores envolvidos serão autuados pela fiscalização.
Os adolescentes resgatados têm idades entre 14 e 17 anos e desempenhavam funções incluídas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil, que reúne 93 atividades proibidas para menores de idade, conforme estabelece o Decreto nº 6.481/2008.
Entre as situações encontradas pela fiscalização estavam trabalhos em contato com sangue, ossos e pele de animais, transporte manual de caixas e matérias-primas com peso de até 30 quilos, além da operação de máquinas industriais e atividades em câmaras frias.
ambém foram identificadas condições de exposição a níveis de ruído acima do permitido por lei, esforço físico intenso e permanência em pé durante toda a jornada de trabalho, fatores que podem causar sérios danos à saúde e ao desenvolvimento dos adolescentes.



