
O feminicídio ocorrido em Maravilha, no Oeste de Santa Catarina, no último dia 25 de janeiro, deixou uma marca profunda não apenas na comunidade, mas principalmente na vida de três crianças que perderam a mãe de forma brutal dentro da própria casa. O crime, denunciado pelo Ministério Público, teve como principal consequência o rompimento de uma estrutura familiar e emocional que dificilmente poderá ser reparada.
De acordo com a denúncia, a vítima foi morta por estrangulamento com uma corda enquanto dormia ao lado de um dos filhos, ainda na madrugada. A criança teria sido retirada do quarto somente após o crime. Os outros dois filhos do casal, todos menores de idade, também estavam na residência no momento do feminicídio.
Após cometer o crime, o acusado teria trancado o quarto e deixado o local. A situação agravou ainda mais o trauma vivido pelas crianças, que, além de perderem a mãe, ficaram desamparadas em um momento de extrema vulnerabilidade.
O Ministério Público também solicitou à Justiça a fixação de uma indenização mínima de R$ 50 mil em favor dos menores, como forma de reparação por danos morais. Para o promotor de Justiça Vanderley Bolfe, o caso evidencia como a violência doméstica afeta gerações.
Este é o segundo caso registrado na cidade em menos de seis meses. Em agosto do ano passado, uma mulher foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro em um estabelecimento comercial no Centro da cidade. A repetição dos casos reforça a preocupação com a segurança das mulheres.
Bolfe também fez um apelo à comunidade para que não se cale diante de sinais de violência.
“A omissão é a antessala da tragédia. É dever de cada cidadão denunciar, apoiar e proteger. Não podemos permitir que outras crianças cresçam marcadas pela perda e pelo medo”, declarou.