
A morte de Orelha, um cão comunitário de 10 anos muito querido na Praia Brava, mobilizou moradores de todo o país. Encontrado ferido e agonizando no dia 16 de janeiro, o animal precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade das lesões provocadas por agressões.
O caso, que ganhou repercussão nas redes sociais com a hashtag #JusticaPorOrelha, levou a Polícia Civil de Santa Catarina a cumprir, nesta segunda-feira (26), três mandados de busca e apreensão em endereços de investigados. Durante a operação, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos, que passarão por análise, e novos depoimentos ainda serão colhidos.
Segundo o delegado Ulisses Guimarães, os indícios apontam que quatro adolescentes teriam participado das agressões. Além deles, três adultos são investigados por possível coação de testemunhas, tentativa de dificultar o avanço do processo. Outros dois menores, também suspeitos, estão temporariamente fora do país, em viagem aos Estados Unidos, devendo retornar na próxima semana.
Orelha era conhecido por toda a comunidade local e vivia em um espaço mantido pela população, que forneciam abrigo e cuidados para ele e outros animais. A brutalidade do ataque chocou os vizinhos, que organizaram protestos exigindo punição aos responsáveis.