
A investigação sobre o assassinato da adolescente Luana Bösing, de 17 anos, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (25). A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a segunda fase da Operação Erínias e prendeu mais uma suspeita de envolvimento no crime. A mulher, de 22 anos, foi localizada em Três Coroas, no Rio Grande do Sul. Com a prisão, sete pessoas já estão detidas por suspeita de participação no caso.
O crime ocorreu em julho e chocou Maravilha e municípios da região pela violência empregada contra a adolescente. Luana foi sequestrada na noite de 4 de julho, quando foi retirada à força de uma residência em Maravilha. Após três dias de buscas e diligências, o corpo foi encontrado na noite de 7 de julho, enterrado em uma área de mata no interior de Nova Erechim. A vítima apresentava diversos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.
As investigações começaram imediatamente após o desaparecimento e levaram à prisão inicial de três suspeitos. O trabalho da Polícia Civil, porém, apontou que o crime poderia envolver mais pessoas. Na primeira fase da Operação Erínias, realizada em 10 de agosto, outros três homens foram presos em Maravilha e Pinhalzinho.
A análise de imagens, informações de inteligência e outros elementos reunidos durante a investigação indicou, segundo a Polícia Civil, uma possível organização entre os envolvidos, com divisão de funções para a prática do crime. A partir dessas informações, os investigadores passaram a apurar também a participação de uma mulher.
Segundo a Polícia Civil, a investigada teria deixado Santa Catarina após os fatos e se deslocado para o Rio Grande do Sul. Com o avanço das diligências e a reunião de elementos que apontariam para seu possível envolvimento, a DIC de Maravilha representou pela prisão preventiva.
O mandado foi autorizado pelo Poder Judiciário e cumprido nesta terça-feira (25). Policiais civis de Maravilha localizaram a mulher em Três Coroas, com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio do SIPAC da 2ª Delegacia de Polícia Regional do Interior.
A suspeita permanecerá presa no Rio Grande do Sul, à disposição da Justiça. A prisão representa mais um avanço na tentativa de esclarecer toda a dinâmica do crime e identificar a responsabilidade individual de cada envolvido.
Mesmo com sete pessoas presas, a investigação ainda não terminou. A Polícia Civil afirma que novas diligências continuam sendo realizadas para esclarecer todas as circunstâncias do sequestro, homicídio e ocultação do cadáver da adolescente.
O delegado Éder Matte, responsável pelo caso, reforçou que a investigação seguirá até que todos os envolvidos sejam identificados.
“Qualquer pessoa que tenha participado, de qualquer forma, do planejamento, execução ou auxílio relacionado a esse crime será identificada e responsabilizada.”
Segundo o delegado, caso sejam encontrados novos elementos que comprovem a participação de outras pessoas, a Polícia Civil continuará trabalhando para identificá-las, localizá-las e prendê-las.
A Operação Erínias, portanto, entra em uma nova etapa com sete prisões já realizadas, mas com as investigações ainda em andamento. O objetivo é reconstruir toda a sequência do crime e garantir que cada pessoa que tenha contribuído para a morte da adolescente seja responsabilizada conforme sua participação.











