
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) participou, na terça-feira (14), do 1º Encontro Regional dos Serviços de Acolhimento Familiar e de Famílias Acolhedoras da região da Associação dos Municípios do Entre Rios (Amerios). O evento foi realizado em Maravilha e reuniu profissionais da assistência social, representantes municipais, membros do sistema de Justiça, conselheiros tutelares, gestores públicos e especialistas.
Promovido pela Amerios, o encontro teve como objetivo fortalecer os serviços de acolhimento familiar, incentivar a troca de experiências entre os municípios e ampliar o conhecimento sobre o modelo de atendimento voltado à proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
O MPSC foi representado pelos promotores de Justiça Vanderley José Bolfe e Patrícia Castellem Strebe, que participaram da mesa-redonda sobre a implantação e o funcionamento dos serviços de acolhimento familiar nos municípios. O debate também contou com a participação da assistente social Janice Merigo, da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), e do juiz de Direito Solon Bittencourt Depaoli.
Durante o encontro, Vanderley José Bolfe destacou a importância das famílias acolhedoras na garantia da proteção integral de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar. Segundo o promotor, o serviço oferece um ambiente seguro, acolhedor e humanizado, contribuindo para o desenvolvimento e o bem-estar dos acolhidos.
Já a promotora Patrícia Castellem Strebe ressaltou a relevância da atuação integrada da rede de proteção nos municípios e afirmou que iniciativas como o encontro contribuem para o aprimoramento dos serviços, a capacitação das equipes técnicas e o fortalecimento do apoio às famílias acolhedoras.
O acolhimento familiar é uma medida prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) destinada a crianças e adolescentes afastados temporariamente de suas famílias por situações de violência ou negligência. Diferentemente da adoção, o serviço tem caráter provisório e busca oferecer cuidado e proteção até que seja possível o retorno à família de origem ou outra medida definitiva de proteção.



