
O programa Estação Rural deste sábado, 2 de maio, recebeu o presidente da Cooperitaipu e da Fecoagro, Arno Pandolfo, e a colaboradora Daivane Werlang, o assunto foi os 57 anos de fundação da cooperativa, completados no último dia 26 de abril.
O grande diferencial deste aniversário foi o projeto cultural "Raízes", um espetáculo teatral conduzido pelo grupo Souarte que percorreu nove municípios da região. Segundo Pandolfo, a ideia surgiu para transformar números e datas em uma experiência humana.
"Foi uma surpresa muito grande. Cerca de 12 mil pessoas assistiram e se emocionaram, voltando no tempo para ver o que aconteceu no início de tudo", destacou Pandolfo.
Um dos momentos mais marcantes citados durante a entrevista foi a encenação de uma geada histórica, que levou muitos produtores veteranos às lágrimas. "Eles falaram muito em cooperação de pessoas se ajudando. Que não adianta ficar sozinho, tem horas que você precisa de alguém", relatou Arno.
De 25 sócios a um faturamento bilionário
Ao avaliar a trajetória da Cooperitaipu, Arno prestou homenagem aos 25 fundadores capitaneados por Paulo Junqueira em 1963. "Se não fossem essas pessoas corajosas, certamente não contaríamos essa história hoje. O Paulo era um visionário", afirmou.
Hoje, os números impressionam
Faturamento: R$ 2 bilhões;
Quadro Social: 3.400 associados;
Equipe: 760 colaboradores;
Posicionamento: 5ª maior cooperativa em movimento econômico dentro do sistema Aurora no estado.
Arno destacou que o sucesso financeiro tem um propósito direto: o retorno ao produtor. "Este ano, entre incentivos, juros sobre capital e sobras distribuídas, o valor passou de R$ 30 milhões retornando aos associados. Se fosse uma empresa mercantil, esse lucro iria para o bolso do dono, mas no cooperativismo ele pertence a quem produz", explicou.
O Futuro e a formação humana
A conversa também abordou o desafio de atrair o público jovem. Daivane, que atua na linha de frente com eventos e núcleos jovens, ressaltou que o cooperativismo transforma as propriedades e a região. "Vimos as crianças eufóricas com o teatro. É uma forma de desmistificar um pouco o uso excessivo da tecnologia e mostrar o valor do contato humano e da ajuda mútua", pontuou.
Para Arno, a capacitação é o "divisor de águas" para o futuro. Ele creditou ao Sescoop a profissionalização da gestão de dirigentes e colaboradores, enfatizando que o maior capital da cooperativa não são as máquinas ou silos, mas o ser humano bem preparado.

