
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com a situação fiscal do Brasil e os possíveis impactos da trajetória das contas públicas sobre a economia. Em posicionamento após as eleições, o presidente da entidade, Gilberto Seleme, defendeu medidas de controle de despesas, previsibilidade jurídica e ações para fortalecer a indústria nacional.
Segundo a Federação, a intensificação de gastos extraordinários e a ampliação de compromissos assumidos durante o período eleitoral podem pressionar ainda mais o equilíbrio macroeconômico. Entre os possíveis reflexos estão o aumento da inflação, o encarecimento do crédito e a redução da atratividade do país para novos investimentos.
Para a entidade, o governo federal precisa adotar com urgência uma agenda de responsabilidade fiscal e rigoroso controle dos gastos públicos. A avaliação é de que essas medidas são fundamentais para criar condições favoráveis à produção, à geração de empregos e à ampliação da renda.
Outro ponto destacado pela FIESC é a necessidade de uma política industrial efetiva no novo mandato presidencial. A entidade defende iniciativas que contribuam para a reindustrialização do país e revertam a perda de competitividade do setor.
Na avaliação da Federação, o atual modelo econômico favorece a importação de produtos acabados, enquanto a indústria brasileira enfrenta dificuldades para competir em condições de igualdade com os concorrentes internacionais. A entidade considera necessário corrigir essas diferenças para fortalecer a produção nacional.
A infraestrutura catarinense também aparece entre as prioridades apontadas pela FIESC. A expectativa é de que os representantes eleitos por Santa Catarina, especialmente aqueles com maior proximidade com o Executivo federal, atuem para solucionar deficiências estruturais do estado, principalmente nas rodovias federais.
Apesar das preocupações com o cenário econômico, Seleme destacou a capacidade de superação da indústria catarinense. Segundo ele, empresários e trabalhadores do estado demonstraram, ao longo da história, capacidade de enfrentar crises, adaptar negócios e manter a produtividade mesmo em períodos adversos.
A Federação afirma que manterá os canais de diálogo institucional abertos para defender reformas e medidas voltadas à construção de um ambiente econômico competitivo e sustentável. O objetivo, conforme a entidade, é contribuir para o fortalecimento da indústria catarinense e brasileira.