
O governador Jorginho Mello (PL) encaminhou no mês de maio para a Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) o projeto para colocar em prática o programa Universidade Gratuita. A proposta tem gerado inúmeros debates na sociedade e na própria assembleia que apresentou 153 emendas para alterações a matéria e fizeram algumas críticas sobre a forma apresentada.
A expectativa dos deputados é apresentar uma emenda substitutiva que altere os percentuais destinados a Ampesc e Acafe, onde a primeira ficaria com 25% dos recursos e a segunda com 75%. A matéria deve ser aprovada até o dia 11 de julho, antes do recesso parlamentar.
Presente no plano de governo de sua campanha, Jorginho propôs dar ensino superior de graça através do sistema Acafe aos estudantes catarinenses. O sistema Ampesc, representante das instituições privadas, não concordou com a forma inicial do projeto e encampou uma campanha de mudanças ao projeto, principalmente relacionado ao percentual de recursos que seriam distribuídos aos sistemas que congregam as instituições de ensino superior do Estado.
No programa Radar da RCO nesta terça-feira (04), o deputado Fabiano da Luz participou ao vivo direto da Alesc e questionou a destinação de verbas na qual o governador pretendia fazer.
“Todos concordam que o governador não pensou nas consequências quando fez essa promessa de campanha, porque ele vai tirar dinheiro de outros setores para sustentar esse programa. Só neste ano ele vai mexer com R$480 milhões e até 2026 esse número somado será de quase R$3 bilhões. Foram muitas discussões para que o programa possa ser bom para os estudantes e instituições, mas que não prejudique as demais funções que o estado tem”, relata Da Luz.

O presidente da Ampesc Cesar Lunkes também participou do Radar e expôs sua opinião.
“Desde que o projeto chegou na Alesc, a gente tem procurado os parlamentares para sensibilizarmos e mostrar a realidade do ensino superior catarinense. São cerca de 75 mil alunos nas universidades comunitárias e mais de 300 mil no sistema particular. A Ampesc entende que se o estado decidir aportar dinheiro público para bolsas de estudo, tem que dar a opção para o estudante poder escolher a instituição que ele quer estudar, seja pela proximidade da sua residência, pela qualidade de ensino ou qualquer outro motivo. O ideal para a distribuição dos recursos é que o Governo atenda a necessidade do cidadão que precisa de recursos para o estudo superior”, enaltece Lunkes.

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