Pinhalzinho se consolidou como ponto de referência para a cadeia produtiva do leite em Santa Catarina e voltou a ganhar evidência com a visita do governador Jorginho Mello às instalações do Núcleo de Ciência, Tecnologia e Inovação do Leite da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina).O espaço reúne laboratórios equipados com tecnologia avançada e tem como foco a pesquisa aplicada, o desenvolvimento de novos produtos e o suporte técnico a produtores rurais da região, que têm no leite uma das principais fontes de renda.
Durante a agenda, o reitor da UDESC, José Fernando Fragalli, ressaltou a importância da aproximação do Governo do Estado com o projeto e o papel estratégico de Pinhalzinho dentro das bacias leiteiras catarinenses.
“A presença dele aqui é fundamental pra que ele conheça como é que funcionará num prazo curto, até o final do ano, pretendemos colocar o laboratório em funcionamento completo”, afirmou.
O reitor também destacou que a iniciativa fortalece a política de desenvolvimento da cadeia do leite, com foco em agregar valor à produção e ampliar a competitividade dos produtores rurais.
Dentro do núcleo, um dos principais destaques é a Indústria de Lácteos em Escala Piloto, que funciona como ambiente de testes e validação de processos e produtos. O espaço permite avaliar desde técnicas de aquecimento e controle de qualidade até a criação de novos derivados lácteos.
A coordenadora do Núcleo de Ciência, Tecnologia e Inovação do Leite, Andréia Zilio Dinon, explicou que o local integra pesquisa, ensino e extensão, com participação de professores, estudantes e técnicos vinculados principalmente aos cursos de Engenharia de Alimentos e Engenharia Química.
Segundo ela, grande parte da estrutura foi viabilizada por projetos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC) e pela própria UDESC, o que possibilitou a aquisição de equipamentos e a ampliação das atividades.
“Nós temos já vários equipamentos que chegaram, outros já estão instalados e operando e são equipamentos como os que nós estamos aqui na Indústria de Lácteos em Escala Piloto, que funcionam justamente pra avaliar produtos e processos que envolvem a cadeia leiteira, mais especificamente processos de, de aquecimento, processos de controle de qualidade, processos de desenvolvimento de novos produtos, como os mais diversos da área láctea. É um espaço também onde nós vamos ter participação de professores, alunos e teremos também técnicos”, disse.
Já a coordenadora da Indústria de Lácteos em Escala Piloto, Elisandra Rigo, destacou que o espaço também mantém relação direta com produtores, por meio de parcerias e convênios voltados ao desenvolvimento de soluções práticas para o setor.
Ela explicou que os projetos incluem desde pesquisas acadêmicas até melhorias de processos industriais, com atuação de estudantes de graduação, mestrado e doutorado, além de bolsistas de diferentes níveis.
"Esse braço do núcleo é especificamente para a elaboração de produtos lácteos ou ingredientes, né. Os próprios estudantes, então as mestrandas dos projetos desenvolvidos aqui dentro, elas atuam aqui”, declarou Elisandra Rigo.












