
Os professores da rede municipal de ensino de São Carlos reivindicam o pagamento do piso salarial nacional, atualizado sempre no início do ano. Segundo a categoria, o município ainda não instituiu o pagamento integral. Esta é negociada entre ambas as partes. Em caso de não acerto, na próxima quinta-feira (28) deverá ter uma paralisação dos docentes e manifestação em frente a prefeitura.
A atualização de valores do piso salarial aconteceu em janeiro deste ano, quando ficou definido que os educadores deveriam receber R$4.420,55, um reajuste de 15% em relação a 2022. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais no Serviço Público (SITESPM), Vânia Barcellos, argumenta que é necessário entender os motivos da categoria.
“Comunicamos à população de São Carlos que os professores em assembleia do sindicato decidiram por mobilização em defesa do pagamento do piso nacional do magistério não pago a esses profissionais desde janeiro. Na quinta-feira deve ocorrer uma paralisação das 07h30 às 11h30 em frente a prefeitura. Caso não haja o compromisso formal de pagamento por parte do município até essa data, a categoria iniciará greve por tempo indeterminado”, disse ela.
O Secretário de Educação do município, Sadi Baron, disse que o município tem a intenção de fazer o pagamento, mas lembra da responsabilidade de não ultrapassar o limite de gastos com a folha salarial dos servidores públicos, principalmente depois da redução do ICMS e FPM que reduziu a arrecadação de todos os municípios.
“Hoje em São Carlos não está sendo pago, há uma diferença, pagamos R$4.065,00 (por 40 horas), então há uma diferença de complementação para atingir o piso. Eles já nos apresentaram uma proposta e tivemos várias reuniões. Não é só São Carlos que passa por essa situação, temos a intenção de pagar, mas temos essa limitação da folha de pagamento. A prefeitura já se prontificou em pagar o piso para finalizarmos 2023 e já sabemos que ano que vem as coisas vão melhorar e será mais fácil”, explica o secretário.
Ambas as partes vão se reunir hoje (26), às 18h30, na Câmara de Vereadores para conversar e buscar um acordo, onde caso não ocorra os professores irão se decidir qual será o próximo passo a ser tomado.
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