
Os candidatos ao governo de Santa Catarina Jorginho Mello (PL), Ralf Zimmer (PRD) e João Rodrigues (PSD) assinaram, nesta sexta-feira (18), um documento em que se comprometem, caso sejam eleitos, a não aumentar a carga tributária estadual durante o próximo mandato. O compromisso foi firmado durante evento realizado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis.
Durante o encontro, a FIESC apresentou a Carta da Indústria de Santa Catarina, elaborada a partir de demandas do setor produtivo. O documento reúne propostas para os próximos quatro anos e aborda áreas como desenvolvimento econômico, inovação, educação, saúde, meio ambiente, logística e infraestrutura, segurança pública, comércio exterior e setores produtivos. A entidade informa que a carta reúne 88 propostas distribuídas em dez áreas.
Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a manutenção da carga tributária é uma das principais reivindicações da indústria. Segundo ele, uma gestão fiscal previsível é necessária para preservar a competitividade e o ambiente de negócios em Santa Catarina.
“A gestão fiscal responsável e previsível é condição indispensável para preservar um ambiente de negócios competitivo e atrativo no nosso estado”, afirmou Seleme.
Primeiro a apresentar suas propostas, Jorginho Mello destacou a necessidade de investimentos em infraestrutura diante das mudanças provocadas pela Reforma Tributária. O candidato afirmou que Santa Catarina precisará manter a capacidade de atração de empresas por meio de investimentos em transporte, conectividade, energia, segurança e qualidade de vida.
Entre os projetos citados por Jorginho está a Via Mar, proposta de rodovia estadual que pretende funcionar como alternativa de corredor litorâneo. O candidato também defendeu a participação da iniciativa privada para viabilizar investimentos em transporte e logística.

Na sequência, Ralf Zimmer colocou a logística como uma das prioridades para o Estado. O candidato afirmou que não pretende conceder as rodovias estaduais e defendeu uma cobrança mais incisiva ao governo federal pela execução de obras nas rodovias federais.
Zimmer também mencionou a possibilidade de o Estado realizar determinadas obras com recursos próprios e posteriormente buscar o ressarcimento na Justiça. Para o candidato, uma reforma administrativa ampla será necessária diante da perspectiva de mudanças na arrecadação provocadas pela Reforma Tributária.

Último a falar, João Rodrigues também associou a competitividade catarinense à infraestrutura. O candidato defendeu o diálogo com o governo federal, independentemente do resultado da eleição presidencial, para viabilizar obras consideradas estratégicas. Entre as alternativas citadas está a possibilidade de o Estado realizar investimentos em troca de abatimento da dívida de Santa Catarina com a União.
João Rodrigues também apresentou propostas nas áreas de saúde e habitação. Entre elas estão a construção de 10 hospitais estaduais e a criação de um programa para facilitar o acesso à casa própria, diante de um déficit habitacional estimado em 200 mil moradias no Estado.

A FIESC afirma que a Carta da Indústria foi construída a partir de consultas aos sindicatos industriais, vice-presidências regionais, conselhos setoriais e temáticos e entidades como SESI, SENAI, IEL e CIESC.







