
A definição do nome que acompanhará Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República ficará sob responsabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro. A afirmação foi feita nesta terça-feira (21) pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, durante entrevista à CNN Brasil.
Segundo o dirigente, o ex-presidente possui experiência e capacidade para avaliar qual nome pode fortalecer a chapa eleitoral. Valdemar citou como exemplo a indicação de Tarcísio de Freitas para concorrer ao governo de São Paulo em 2022.
“Quem vai decidir quem vai ser o vice vai ser o Bolsonaro. O Bolsonaro tem uma sensibilidade muito grande para isso”, declarou Valdemar.
Jair Bolsonaro está inelegível e cumpre prisão domiciliar. Além disso, está impedido por decisão judicial de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições. Mesmo com as restrições, ele continua sendo tratado pelo PL como a principal liderança do partido e mantém influência sobre as decisões da campanha presidencial.
Um dos nomes defendidos por Valdemar para a vice-presidência era o da senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS). No entanto, após uma conversa realizada nesta terça-feira, o presidente do PL informou que não houve acordo.
Conforme Valdemar, Tereza Cristina pretende disputar novamente o Senado e tem como projeto político concorrer à presidência da Casa. A decisão reduz as opções avaliadas pelo partido, que busca uma mulher para integrar a chapa e ampliar o diálogo com o eleitorado feminino.
Entre os nomes mencionados nos bastidores estão os da administradora Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, e da deputada federal Simone Marquetto (PP-SP). Nenhuma indicação, porém, foi confirmada.
Valdemar também não descartou a possibilidade de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro formar uma chapa com Flávio. Para isso, segundo ele, seria necessário que os dois superassem as divergências políticas e pessoais tornadas públicas nas últimas semanas.
Michelle e Flávio tiveram desentendimentos relacionados às decisões internas do PL e à montagem de palanques estaduais. Apesar do afastamento, o dirigente avalia que ainda existe espaço para uma reconciliação.
A indefinição deve continuar durante a convenção nacional do PL, marcada para sábado (25), quando Flávio deve ser oficializado como candidato à Presidência. A escolha do vice poderá ser anunciada posteriormente, dentro do prazo para o registro das candidaturas, que termina em 15 de agosto.
O partido também mantém conversas com PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e PSDB para ampliar as alianças em torno da candidatura.






