Quem chega à Capela São Miguel Arcanjo, na Linha Anta Gorda, no interior de Pinhalzinho, precisa vencer 43 degraus. A subida, que pode parecer apenas um caminho até a porta, carrega décadas de histórias. Por ali passaram crianças segurando a mão dos pais, idosos, e casais, que encontravam naquele local um espaço de oração, encontro e convivência.
A escadaria se tornou uma das marcas do lugar, construída pelas próprias famílias da localidade e inaugurada em 1985. Em apenas sete meses, o esforço coletivo transformou o projeto em realidade. Entre as pessoas que ajudaram a manter viva essa trajetória está Miguel, que atua como ministro desde os anos 1980.
“Todo mundo se doou para que a obra pudesse ser feita. As escadas chamam a atenção de longe. Hoje, poucas construções têm uma estrutura assim. É um lugar para celebrar a vida em comunidade juntos”, contou.
Mais do que concreto, a estrutura testemunhou diferentes momentos da vida. Missas, terços, casamentos e encontros religiosos fizeram parte da rotina de quem subia o trajeto ao longo dos anos.
Um local feito pela comunidade
O primeiro passo para a organização religiosa foi dado quando Affonso Simon doou uma área de terra para a construção da igreja e da escola. Em 3 de outubro de 1976, São Miguel Arcanjo foi escolhido como padroeiro. A decisão foi uma homenagem ao pai de Affonso Simon, que também se chamava Miguel. A imagem do santo chegou durante uma celebração, com bênção conduzida pelo padre João Sebben.
Fé que atravessa gerações
Ao longo de quase cinco décadas, a obra acompanhou mudanças e viu novas gerações crescerem, mas continua no mesmo endereço.