
Durante uma passagem pelo Oeste catarinense, aproveitando o período de férias para rever familiares e amigos, o padre Marcelo Klein participou do programa Radar da RCO nesta sexta-feira (02). Atualmente atuando em Montes Claros, em Minas Gerais, o sacerdote, que já trabalhou em Pinhalzinho entre 2017 e 2019, compartilhou sua experiência missionária fora do estado e deixou uma mensagem de fé e reflexão para o ano de 2026.
Ao falar sobre sua caminhada como padre, ele destacou que a essência da vida cristã e humana está no amor vivido nas pequenas atitudes do dia a dia.
“Viver o amor, como padre, como locutor, pai, mãe, filho, professor, médico, viver o amor, ser uma pessoa do bem”, afirmou, ressaltando que cada pessoa sabe, em sua consciência, o que significa agir corretamente.
Na avaliação do sacerdote, a humanidade vive um momento decisivo, marcado pelos avanços tecnológicos, mas que exige um retorno ao essencial.
“Mais do que nunca, tudo tem um tempo na vida do ser humano, da família, da Igreja. Estamos chegando a um momento da caminhada da humanidade muito bem assistidos pelas tecnologias, mas é o tempo da gente voltar mais ao coração”, refletiu.
Ele citou referências culturais e espirituais para ilustrar essa ideia, lembrando filmes e celebrações religiosas que apontam para o valor da vida e da família. Para o padre, a base da sociedade continua sendo o núcleo familiar.
“A família ainda é e sempre será a base do ser humano. Se você quer padres bons, pais bons, seres humanos bons, a gente tem que apostar mais do que nunca no amor do homem e da mulher”, declarou.
Segundo o padre Marcelo Klein, o amor verdadeiro não é simples e exige compromisso, sacrifício e responsabilidade, inspirado no exemplo de Jesus. Ao abordar a vida conjugal, recordou conselhos frequentemente citados pelo Papa Francisco.
“Todo casal nunca deveria dormir sem fazer a oração, mas mesmo no leito, olhar um para o outro e dizer: eu te amo, me perdoe e eu preciso de ti”, destacou.
Para ele, a imperfeição faz parte das relações humanas e é justamente nesse processo que se constrói o crescimento mútuo.
“A gente nunca vai ter pai perfeito, filho perfeito, esposa perfeita, mas a gente constrói esse laço para um ajudar o outro a ser melhor, a encontrar o sentido da vida”, afirmou.
Em tom pessoal, o sacerdote compartilhou sua visão sobre o tempo e a maturidade, dizendo que aprendeu a valorizar cada dia como um presente.
“Depois dos 40 anos, para mim, cada dia é um aniversário, cada dia é um presente de Deus”, comentou.
Ele também citou pensadores e artistas para reforçar a ideia de viver intensamente, lembrando que o amor, a fé e a esperança são forças que dão sentido à existência.
Ao encerrar a mensagem, o padre Marcelo Klein reforçou o valor do cuidado entre gerações e da responsabilidade com a história familiar.
“O passado existe para a gente olhar pelo retrovisor, ver o que foi bom para continuar e o que não foi bom para melhorar. Nós temos a missão de consertar, não de julgar”, pontuou.
Como desejo para o novo ano, o sacerdote resumiu sua reflexão em um convite à vivência do amor e da esperança.
“Que seja o ano do amor, o ano da família, de mais encontros, de abraços, de olhar mais nos olhos. Principalmente, que seja um ano de esperança. A gente nunca deve desistir”, concluiu.

