
O esporte catarinense vive um novo momento. Lançado no fim de maio de 2025, o primeiro edital do Programa de Incentivo ao Esporte, o PIE, já alcança, no início de 2026, 150 municípios de Santa Catarina. A iniciativa é coordenada pela Fesporte e foi instituída pelo Governo de Santa Catarina por meio do Decreto nº 780, de 3 de dezembro de 2024.
O programa tem como objetivo estimular a prática esportiva e fortalecer projetos em escolas, associações esportivas, clubes e instituições de ensino. As propostas aprovadas podem captar recursos junto a empresas que destinam parte do ICMS devido ao Estado por meio de renúncia fiscal, direcionando o imposto para financiar iniciativas esportivas.
Além do edital voltado ao esporte educacional, a Fesporte lançou, ao longo de 2025, chamamentos públicos para o esporte de rendimento, eventos esportivos, paradesporto e esportes de participação. A estratégia, segundo o coordenador do PIE na Fesporte, Leonardo de Lucca, foi estruturar um modelo abrangente, capaz de atender todas as frentes do ecossistema esportivo catarinense.
A expectativa nesta primeira etapa é captar R$75 milhões. Até o momento, mais de R$9 milhões já foram captados, com outros R$5 milhões em fase de captação. De acordo com o coordenador, o impacto vai além do investimento direto no esporte. A estimativa é que o montante previsto gere um retorno econômico de aproximadamente R$450 milhões para Santa Catarina, considerando contratações de profissionais, aquisição de materiais e equipamentos esportivos e a contratação de serviços especializados.
Para 2026, os projetos aprovados seguem em fase de captação de recursos. A previsão da Fesporte é lançar, no segundo semestre, um novo edital voltado à execução e captação para o ciclo de 2027, ampliando ainda mais o alcance do programa.
Criado oficialmente pelo Decreto nº 780, de 3 de dezembro de 2024, o Programa de Incentivo ao Esporte consolida um modelo de financiamento baseado em incentivo fiscal, permitindo que empresas invistam diretamente no desenvolvimento esportivo do Estado. A proposta, segundo a coordenação, marca um divisor de águas para o setor ao integrar esporte educacional, formação de base, participação, rendimento, eventos e paradesporto em uma única política estruturada.











