
Santa Catarina recebe uma nova etapa do mutirão Bota Pra Andar, iniciativa voltada à análise e ao encaminhamento de pendências que dificultam o avanço de obras de prevenção de desastres no Estado. A mobilização reúne equipes técnicas do Ministério das Cidades, da Caixa Econômica Federal e dos municípios envolvidos.
A agenda ocorreu em Florianópolis nesta sexta-feira (21) e contou com a participação do ministro das Cidades, Vladimir Lima. Santa Catarina é o segundo estado a receber o mutirão, que teve início no Paraná.
Ao todo, 24 contratos, que representam aproximadamente R$520 milhões em investimentos, serão analisados durante a ação. Os projetos estão relacionados principalmente à drenagem urbana e à contenção de encostas e abrangem 13 municípios catarinenses: Balneário Camboriú, Blumenau, Bom Retiro, Brusque, Camboriú, Concórdia, Florianópolis, Içara, Imbituba, Jaraguá do Sul, Joinville, São José e Tijucas.
A proposta é identificar os principais entraves técnicos e administrativos que impedem a evolução dos contratos e estabelecer encaminhamentos para que os projetos possam avançar. Entre os pontos avaliados estão possíveis adequações necessárias nos projetos, documentação e demais etapas exigidas para a liberação dos recursos e início das intervenções.

Na Capital, um dos exemplos citados durante a mobilização envolve aproximadamente R$120 milhões em obras financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o prefeito de Florianópolis e presidente da Federação de Consórcios, Associações e Municípios de Santa Catarina (Fecam), Topázio Neto, parte dos projetos está em fase de aprovação.
O prefeito destacou que a presença das equipes técnicas pode contribuir para identificar eventuais ajustes necessários e acelerar a liberação dos recursos. Para Topázio, o trabalho conjunto entre gestores públicos e equipes técnicas é fundamental para que os projetos avancem.
“A gente sabe que em obra pública tem que haver dois elementos principais, vontade política e o grupo técnico trabalhando em conjunto”, afirmou o prefeito.
A partir das reuniões, os municípios devem receber orientações sobre as pendências existentes e os próximos passos necessários para a continuidade dos contratos. A intenção é reduzir o tempo de tramitação e fazer com que os recursos destinados à prevenção possam chegar mais rapidamente às obras.










