
A indústria ocupa um espaço importante na estrutura do emprego formal de Pinhalzinho e ajuda a definir o perfil da mão de obra no município. Em 2025, eram 9.444 vínculos formais, sendo que aproximadamente 4,6 mil estavam concentrados no setor industrial, o equivalente a cerca de 49% do total.
A dimensão desse segmento também aparece na composição dos trabalhadores. Na indústria, os homens são maioria, enquanto a distribuição por idade mostra uma concentração de trabalhadores adultos. Já quando o recorte passa para a remuneração, os profissionais entre 40 e 49 anos aparecem entre os que apresentam os maiores rendimentos.
Os dados fazem parte do Painel de Informações da RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego, e permitem observar como gênero, faixa etária e escolaridade ajudam a formar o cenário do mercado de trabalho de Pinhalzinho.

Dos aproximadamente 4,6 mil trabalhadores da indústria, 2.675 são homens e 1.927 são mulheres. Com isso, os homens representam 58,1% da mão de obra industrial, enquanto as mulheres correspondem a 41,9%. A diferença é de cerca de 748 trabalhadores.
O cenário muda quando são considerados todos os setores da economia formal do município. Entre os 9.444 vínculos, são 5.045 homens e 4.399 mulheres, o que representa 53,4% e 46,6%, respectivamente.
Assim, embora os homens sejam maioria no mercado formal como um todo, essa diferença é mais acentuada dentro da indústria.
A distribuição por idade mostra que o mercado formal de Pinhalzinho é formado principalmente por trabalhadores adultos. O grupo de 30 a 39 anos concentra 2.760 pessoas, o equivalente a aproximadamente 29,2% dos vínculos.
Na sequência está a faixa de 40 a 49 anos, com 1.972 trabalhadores, ou 20,9%. Somadas, as duas faixas reúnem 4.732 pessoas, correspondendo a mais da metade dos empregos formais registrados no município.
A distribuição é a seguinte:

A idade que concentra mais trabalhadores, no entanto, não é a mesma que apresenta as maiores remunerações. O destaque nesse aspecto está entre os profissionais de 40 a 49 anos.
Entre os homens dessa faixa etária, a remuneração média chega a R$5.185,24. Entre as mulheres, o valor é de R$4.212,73. A diferença é de R$972,51.
A evolução também pode ser observada nas faixas anteriores. Entre os homens, a remuneração média passa de R$3.061,31, dos 18 aos 24 anos, para R$4.538,94, dos 30 aos 39 anos, antes de atingir o maior valor entre 40 e 49 anos.
Entre as mulheres, a média chega a R$3.942,53 na faixa de 30 a 39 anos e também alcança o maior patamar entre 40 e 49 anos.

Outro recorte apresentado pela RAIS é o nível de escolaridade. Os dados apontam uma diferença significativa de remuneração entre os trabalhadores conforme a formação.Quem possui ensino superior completo apresenta a maior remuneração média, de R$6.118,11. Esse grupo reúne 1.999 trabalhadores.
O maior contingente, entretanto, está entre aqueles com ensino médio completo, que somam 4.572 pessoas e têm remuneração média de R$3.439,71.

Entre os extremos apresentados no levantamento, a diferença chega a R$3.453,45 entre a remuneração média de trabalhadores com ensino superior completo e aqueles com ensino médio incompleto.
Embora a indústria de Pinhalzinho tenha maioria masculina, algumas empresas apresentam uma composição diferente. É o caso da Zagonel, que atua nos segmentos de duchas, torneiras e iluminação em LED.
Dados apresentados do primeiro semestre de 2026 pela empresa, apontam que no setor de duchas e torneiras a empresa possuia 757 funcionários, sendo aproximadamente 433 mulheres e 324 homens. As mulheres representam 57,2% do quadro, enquanto os homens correspondem a 42,8%.
Já na área de iluminação em LED, a empresa conta com 170 colaboradores, sendo 72,9% mulheres e 27,1% homens. Em números aproximados, isso representa 124 funcionárias e 46 funcionários, reforçando a predominância feminina nesse setor.
O exemplo mostra que o perfil de gênero pode variar entre as empresas e atividades que compõem o setor industrial.

Com aproximadamente metade dos vínculos formais, a indústria aparece como um dos principais pilares do mercado de trabalho de Pinhalzinho. Ao mesmo tempo, os dados mostram uma mão de obra concentrada entre trabalhadores de 30 a 49 anos, com diferenças de remuneração relacionadas à faixa etária e à escolaridade.
O levantamento também evidencia que, enquanto o ensino médio completo reúne a maior quantidade de trabalhadores, a formação superior está associada à maior remuneração média. Dessa forma, a RAIS oferece um retrato da estrutura do emprego formal e ajuda a dimensionar o peso da indústria na geração de trabalho e renda no município.





