
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, moderou o tom de suas críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) ao discursar neste domingo (01) durante o ato “Acorda, Brasil”, realizado na Avenida Paulista, em São Paulo. O evento reuniu apoiadores do campo conservador em protesto contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e questionamentos ao papel de ministros da Corte, mas Flávio procurou separar sua retórica das falas mais duras de aliados.
Na maior parte de sua fala, Flávio Bolsonaro atacou diretamente o presidente Lula e eventos políticos recentes, citando casos como operações policiais que, segundo ele, atingiram “pessoas inocentes” e decisões que teriam levado brasileiros a deixarem o país, mas não mencionou nomes de ministros do STF nem fez acusações diretas à instituição.
Ao abordar a Corte, o senador defendeu a possibilidade de impeachment de ministros que descumpram a lei, mas ressaltou que o STF “é fundamental para a democracia” e que “nosso alvo nunca foi o Supremo”. Ele afirmou que, atualmente, a falta de maioria no Senado impede que processos de impeachment avancem, e colocou o foco na disputa eleitoral como momento para escolher representantes comprometidos com sua visão de democracia.
O tom adotado por Flávio contrastou com os discursos mais agressivos de outros participantes do ato, como o pastor Silas Malafaia e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que criticaram publicamente ministros da Corte e chegaram a usar linguagem mais contundente contra determinadas lideranças.
Segundo estimativas com base em imagens aéreas, a manifestação reuniu cerca de 22.800 pessoas no local, que protestaram contra o governo federal e também contra ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, conforme noticiado por outras coberturas do ato.











