
A sessão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) desta quarta-feira (7) também foi marcada por manifestações de deputados sobre o resultado das eleições e os desafios de representação política do Estado. Durante a chamada reflexão partidária, Fernando Krelling (MDB) e Vicente Caropreso (União) agradeceram os votos recebidos e fizeram avaliações sobre o cenário político.
Krelling agradeceu aos 70.516 eleitores que garantiram sua recondução à Alesc como o deputado mais votado do MDB. O parlamentar destacou que recebeu mais de 40 mil votos em Joinville e foi votado em mais de 270 municípios catarinenses. Ele também agradeceu aos apoiadores, especialmente ligados ao esporte, além de fazer uma menção à família.
O deputado relembrou que iniciou a trajetória política há dez anos, quando foi eleito vereador mais votado de Joinville. Segundo ele, a votação obtida nas eleições representa uma crescente até chegar ao terceiro mandato na Assembleia Legislativa.

Na sequência, porém, Krelling fez críticas ao desempenho do MDB e chamou atenção para a redução do número de cadeiras ocupadas pelo partido na Alesc e na Câmara dos Deputados. Ele afirmou que pretende propor uma reavaliação de algumas estratégias adotadas pela sigla.
“O partido precisa mudar a forma de agir, mudar de atitudes para continuar sendo grande e ter protagonismo, entendendo o que o povo quer e clama”, afirmou.
Segundo Krelling, o MDB “está menor do que a gente acha que ele está” e, caso essa avaliação não seja compreendida, “é motivo de sair”.
Também durante a reflexão partidária, Vicente Caropreso destacou os quase 80 mil votos recebidos nas eleições, com forte desempenho em Jaraguá do Sul, seu domicílio eleitoral. O deputado atribuiu o resultado ao trabalho realizado durante o mandato, mas também agradeceu ao colega Antídio Lunelli (MDB), que deixou a disputa para a Assembleia para concorrer ao Senado.
Caropreso aproveitou a manifestação para abordar a representatividade dos municípios e regiões nos parlamentos estadual e federal. Ele citou o caso de Jaraguá do Sul, que terá redução na representação política, passando de dois deputados federais e dois estaduais para apenas um deputado na Alesc.
“Essa é uma discussão que deve ser alargada no Congresso Nacional, e as consequências são catastróficas, porque quem não mora na cidade não representa da mesma forma de quem mora, e a ajuda nunca vem no mesmo volume de recursos que vinha antes”, declarou.

Ao final, Caropreso também destacou sua atuação em defesa de mães atípicas e famílias de baixa renda com filhos autistas de grau 3. Ele citou um projeto de sua autoria que prevê pensão vitalícia de um salário mínimo para esse público.











