
A renovação das duas cadeiras de Santa Catarina no Senado Federal deixará o senador Esperidião Amin (PP) fora da composição da Casa a partir de 2027. A derrota do parlamentar nas eleições de 2026 foi lamentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que destacou a trajetória política do catarinense e sua contribuição à vida pública.
Em manifestação publicada neste sábado (10), Mendes comparou o resultado à derrota do ex-senador Djalma Marinho, do Rio Grande do Norte, em 1974. Ao recordar o episódio, o ministro resgatou uma declaração atribuída ao então presidente do Senado, Jarbas Passarinho: “os movimentos populares têm sua lógica e sua irracionalidade”.
Ao comentar o resultado em Santa Catarina, Gilmar Mendes ressaltou a importância de Amin para a política estadual e nacional. Segundo o ministro, poucos nomes tiveram uma trajetória tão marcante no estado. Ele também destacou que, apesar da derrota eleitoral, o legado do senador permanece.
“Permanece, porém, todo o legado de uma atuação séria e comprometida com o melhor interesse público. Estou certo de que ele continuará a desempenhar um papel fundamental para os catarinenses e para o país”, escreveu Mendes.

Amin disputava a reeleição em uma eleição que definiu dois representantes de Santa Catarina no Senado. As vagas foram conquistadas por Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do Partido Liberal (PL). Com o resultado, o atual senador concluirá seu mandato no fim de 2026.
A manifestação de Gilmar Mendes ocorre em meio a um histórico de divergências institucionais entre integrantes do Judiciário e do Legislativo. Em dezembro de 2025, Amin criticou uma decisão liminar do ministro que restringia as regras para pedidos de impeachment de integrantes do STF, classificando a medida como “usurpação”.
Aos 78 anos, Esperidião Amin acumula décadas de atuação política. Foi governador de Santa Catarina por dois mandatos, prefeito de Florianópolis em duas ocasiões e deputado federal por três mandatos. Também ocupou uma cadeira no Senado entre 1991 e 1999, retornando à Casa em 2019. Com a derrota eleitoral, encerrará seu atual ciclo no Legislativo federal em janeiro de 2027.










