Quaest: aprovação de Lula é de 48% e rejeição de 44% após eleição
Levantamento ouviu 2.004 eleitores; saldo de quatro pontos é o mais apertado entre presidentes reeleitos desde 1998, e a economia lidera as preocupações com o novo mandato
Pesquisa mostra ainda que 94% dos brasileiros torcem para que Lula faça um bom governo (Foto por Divulgação)
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 48% dos brasileiros e desaprovado por 44%, segundo pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8). Outros 8% não sabem ou não responderam. É a primeira sondagem de avaliação do governo feita pelo instituto depois da eleição que reconduziu Lula ao cargo, em seu quarto mandato.
O levantamento ouviu pessoalmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre 30 de outubro e 2 de novembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Saldo é o menor entre reeleitos
A diferença de quatro pontos entre aprovação e desaprovação é a mais apertada entre os presidentes reeleitos no período comparado pelo instituto. Em 1998, Fernando Henrique Cardoso tinha 54% de aprovação e 44% de desaprovação, saldo de 10 pontos. Em 2006, o próprio Lula chegou ao segundo mandato com 69% contra 31%, e em 2014 Dilma Rousseff tinha 59% contra 41%.
Na pesquisa anterior da Quaest, de 24 de outubro, a aprovação era a mesma, 48%, e a desaprovação, de 45%.
Preocupação com o futuro recua
Sobre o rumo do país, 48% dizem estar preocupados e 44%, otimistas. Em dezembro de 2022, logo após a eleição anterior, eram 54% e 41%. A pesquisa também mostra que 94% dos entrevistados torcem para que Lula faça um bom governo, o mesmo percentual registrado naquela época. Para 4%, a resposta é negativa, e 2% não souberam responder.
Quando perguntados sobre o que mais preocupa no governo, 27% citam economia, gastos, dívida pública e juros. Na expectativa para a economia, as respostas ficaram empatadas em 39% a 39%.
Prioridades para o novo mandato
Diante de uma lista de 15 promessas de campanha, o fim da escala de trabalho 6x1 foi apontado como prioridade por 17% dos entrevistados. Em seguida aparecem o imposto zero na cesta básica, com 16%, e a valorização do salário mínimo, com 11%. O pacto contra o feminicídio e a ampliação do Farmácia Popular também foram citados entre as medidas a priorizar.
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