
Para centenas de pacientes que dependem da diálise enquanto aguardam por um órgão compatível, cada transplante representa a oportunidade de retomar a rotina e recuperar a qualidade de vida. Em Santa Catarina, essa esperança ganhou ainda mais força com o aumento expressivo no número de transplantes renais realizados nos últimos anos.
O estado registrou, em 2025, a realização de 345 transplantes de rim, o maior volume dos últimos anos. O resultado reflete o fortalecimento da estrutura de captação e transplante de órgãos, aliado ao compromisso de profissionais da saúde e à conscientização da população sobre a importância da doação.
A maior parte dos procedimentos foi realizada com órgãos provenientes de doadores falecidos. Dos 345 transplantes contabilizados no ano passado, 332 ocorreram nessa modalidade, enquanto 13 foram feitos com doadores vivos. O desempenho também se mantém em 2026, quando os primeiros meses do ano já registraram dezenas de procedimentos.
Os números colocam Santa Catarina em posição de destaque no cenário nacional. O estado apresenta uma das menores taxas de recusa familiar para a doação de órgãos do país, fator considerado decisivo para ampliar as chances de transplante e reduzir o tempo de espera dos pacientes que dependem do procedimento.
Além da solidariedade das famílias, o resultado também é atribuído à atuação integrada da rede estadual de saúde, que envolve equipes hospitalares, centrais de transplantes e centros especializados responsáveis pela realização das cirurgias.
Atualmente, cinco unidades hospitalares catarinenses estão habilitadas para realizar transplantes renais, atendendo pacientes de diversas regiões, estando localizados nos municípios de Blumenau, Joinville, Criciúma, Chapecó e Itajaí. Todo o processo, desde a avaliação até o acompanhamento pós-operatório, é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Apesar do avanço histórico, a fila de espera ainda mobiliza esforços das autoridades de saúde. Atualmente, centenas de pessoas aguardam por um rim compatível no estado, realidade que reforça a necessidade de ampliar o debate sobre a doação de órgãos e incentivar as famílias a conversarem sobre o tema.




