
O Outubro Rosa é marcado pelas campanhas de conscientização sobre a prevenção do câncer de mama e os cuidados com a saúde da mulher. Além da realização de exames preventivos, o período também reforça a importância de olhar para outro aspecto fundamental: a saúde mental.
O tema foi abordado pela psicóloga Sandra Frozza durante participação no programa Radar, da Rádio Centro Oeste, nesta terça-feira (20). Na entrevista, ela falou sobre a força atribuída às mulheres e a pressão que muitas enfrentam para dar conta de diferentes responsabilidades, como o trabalho, as tarefas domésticas, o cuidado com os filhos e a própria vida.
Segundo a psicóloga, existe uma expectativa de que as mulheres consigam conciliar todas essas demandas, o que pode dificultar a percepção dos próprios limites e a reserva de momentos para cuidar de si mesmas.
Uma das orientações destacadas por Sandra foi a importância de fazer uma “pausa para o nada”, dedicando um tempo a atividades que permitam descansar a mente, sem a obrigação de produzir ou cumprir tarefas.
“Você poder caminhar, contemplar a natureza, acalmar a mente, isso é necessário. A gente sabe que cada vez mais isso é como se fosse um luxo”, afirmou.
Durante a entrevista, a psicóloga também chamou a atenção para a relação entre o tempo e a qualidade de vida. Segundo ela, embora o dinheiro permita adquirir diversos bens e serviços, não é possível comprar o tempo, o que torna necessário valorizar o presente e os momentos dedicados ao bem-estar.
Sandra destacou que desacelerar não significa necessariamente perder oportunidades ou deixar de avançar. Pelo contrário, reservar períodos de descanso pode contribuir para uma relação mais saudável com as responsabilidades e com a própria vida.
“Porque muitas vezes eu não consigo ficar no nada, porque o nada me gera uma sensação de incompetência, me gera uma sensação de que eu vou perder lugar, que as coisas estão correndo e eu tô parada”, explicou.
A psicóloga também questionou a ideia de que estar constantemente ocupado representa produtividade ou sucesso. Para ela, é importante refletir sobre o significado de parar e reconhecer que diminuir o ritmo pode trazer benefícios.
“Isso é muito contraditório, porque muitas vezes eu ganho muito mais estando um pouco mais desacelerada”, concluiu.
A abordagem reforça que o cuidado com a saúde da mulher vai além dos exames preventivos. Reconhecer os próprios limites, reservar momentos de descanso e dedicar atenção à saúde mental também são atitudes importantes para a qualidade de vida.











