
A fila de espera por transplantes de córnea em Santa Catarina reúne 736 pessoas que dependem da doação de tecidos oculares para realizar o procedimento. Para ampliar as possibilidades de atendimento a esses pacientes, a Polícia Científica de Santa Catarina e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica que permitirá identificar potenciais doadores nos setores de Medicina Legal da instituição.
A iniciativa conta com a participação da Central Estadual de Transplantes (SC Transplantes) e começa pelos municípios de Florianópolis e Joinville. A proposta é aproveitar a estrutura da Medicina Legal para ampliar as oportunidades de doação e contribuir para aumentar a disponibilidade de córneas destinadas a transplantes no estado.
Pelo acordo, quando um caso atendido em uma dessas unidades apresentar condições para uma possível doação, a equipe da Polícia Científica deverá comunicar a SC Transplantes. A central ficará responsável por dar andamento aos procedimentos, que incluem a avaliação do potencial doador e o contato com a família para solicitar autorização.
A captação dos tecidos oculares será realizada somente quando houver autorização familiar e forem atendidos todos os critérios técnicos e legais necessários. A atuação conjunta seguirá os protocolos estabelecidos e respeitará as atribuições de cada instituição.
O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, destacou que a parceria integra as ações de aprimoramento do sistema de transplantes catarinense. Segundo ele, o estado é referência nacional na área, com uma política pública consolidada há mais de 20 anos.
“Somos referência nacional em doação de órgãos e estamos mantendo os melhores indicadores do país. O SC Transplantes é uma política de Estado consolidada há mais de 20 anos, que vem sendo aprimorada continuamente. Essa parceria é mais um passo nesse avanço, e temos certeza de que vamos continuar evoluindo e incentivando, cada vez mais, o catarinense a doar órgãos e tecidos”, afirmou.
Para a Polícia Científica, a cooperação amplia a atuação social da instituição, que passa a contribuir também com as políticas públicas de saúde, além do trabalho pericial voltado à Justiça e à Segurança Pública.
A perita-geral da Polícia Científica de Santa Catarina, Andressa Boer Fronza, ressaltou que a integração entre os órgãos pode ampliar as oportunidades de doação e beneficiar pessoas que aguardam por um transplante.
“Essa parceria mostra como a Polícia Científica pode contribuir com a sociedade também em áreas que vão além da produção da prova pericial. Ao disponibilizarmos nossa estrutura e trabalharmos de forma integrada com a Secretaria de Estado da Saúde, ampliamos as oportunidades de doação e oferecemos esperança a quem aguarda por um transplante. É a ciência cumprindo também o seu papel de transformar vidas”, destacou.
Nesta primeira etapa, a iniciativa ficará concentrada em Florianópolis e Joinville. A expectativa é que a integração entre as instituições contribua para ampliar a captação de tecidos oculares e fortalecer o atendimento aos pacientes que aguardam por um transplante de córnea em Santa Catarina.











