
Santa Catarina consolida sua posição de destaque nacional na doação de órgãos ao registrar, em 2025, o maior número absoluto de doadores efetivos de sua história. Foram 351 doações ao longo do ano, que possibilitaram a realização de 1.706 transplantes de órgãos e tecidos, resultado atribuído à estrutura do sistema estadual e ao engajamento da população catarinense.
Como parte do fortalecimento das ações, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) entregou, nesta sexta-feira (30) quatro novos veículos à Central de Transplantes de Santa Catarina (SC Transplantes). A renovação da frota recebeu investimento superior a R$450 mil e tem como foco ampliar a segurança, a eficiência operacional e a agilidade no transporte de equipes e órgãos.
Atualmente, as operações contam com suporte terrestre e aéreo, envolvendo recursos da SES, do SAMU, além do apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. O sistema inclui ainda táxi aéreo e voos comerciais, garantindo rapidez e confiabilidade nos deslocamentos em todo o estado e também para outras unidades da federação.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, a estrutura oferecida é fundamental para manter Santa Catarina como referência nacional. Ele destacou que o serviço funciona de forma integrada, com apoio aeromédico, motoristas em regime de plantão 24 horas e investimento contínuo do Estado para ampliar a capacidade de salvar vidas por meio da doação de órgãos.
“O Estado não mede esforços para que possamos continuar evoluindo. Somos destaque quando o assunto é doação de órgãos no Brasil. Graças ao apoio e à consciência dos catarinenses e à estrutura do serviço público, conseguiremos entregar cada vez mais saúde à nossa população e melhorar os serviços públicos prestados”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.

A SC Transplantes coordena, em nível estadual, todas as etapas do processo, desde a captação até o transplante, envolvendo 69 hospitais integrados à rede. Entre suas atribuições estão o gerenciamento da lista única de receptores, a organização da distribuição dos órgãos e a formulação de políticas públicas voltadas ao setor.
Os números reforçam o protagonismo catarinense. No primeiro semestre de 2025, o estado alcançou taxa de 42,4 doadores por milhão de população, acima da média nacional de 19,5. Outro indicador positivo é a taxa de não autorização familiar, que ficou em 28,4%, enquanto o índice nacional chegou a 45%.
Até o dia 27 de janeiro deste ano, já foram contabilizadas 10 doações efetivas e 104 transplantes realizados em pacientes que aguardavam na fila de espera.
O processo de doação envolve uma ampla rede de cooperação entre hospitais, profissionais de saúde e laboratórios, além de um trabalho sensível de acolhimento às famílias. Nesse contexto, o investimento do Governo de Santa Catarina em capacitação, transporte e estrutura tem sido decisivo para fortalecer a confiança no sistema de saúde e transformar a doação de órgãos em um gesto solidário que salva vidas.










