
O relatório preliminar sobre a queda do helicóptero que matou o cantor Rick Sollo e outras quatro pessoas em Urubici, na Serra catarinense, apontou que o gravador de áudio da cabine não registrou o voo do acidente. O documento foi anexado na terça-feira (21) ao processo de investigação conduzido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
De acordo com o relatório, os dados do Cockpit Voice Recorder (CVR), conhecido como caixa-preta, foram extraídos pela equipe ligada à Força Aérea Brasileira (FAB). No entanto, o conteúdo armazenado no equipamento correspondia a diálogos relacionados a uma intervenção de manutenção realizada em data não identificada, e não ao voo em que ocorreu a queda.
O gravador tinha capacidade para armazenar 30 minutos de áudio e havia sido instalado na aeronave em 17 de maio de 2002. Conforme o documento, a legislação vigente não exigia a presença de gravadores de voo para esse tipo de operação, embora o helicóptero estivesse equipado com o dispositivo.
Acidente matou cinco pessoas
O helicóptero desapareceu em 21 de setembro, após decolar pela manhã de Porto Belo, no Litoral catarinense. A queda resultou na morte de cinco ocupantes: o cantor Rick Sollo, que formava dupla com Renner; o empresário e influenciador Bruno Avelar; o videomaker Paulo Soares; o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo; e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
Investigação continua
O relatório, composto por 16 páginas, destaca que, no estágio atual da investigação, nenhuma hipótese para o acidente foi descartada. Segundo o Cenipa, exames e análises complementares seguem em andamento nas diferentes áreas consideradas relevantes para esclarecer as circunstâncias da queda.
O documento é preliminar e não apresenta uma conclusão definitiva sobre as causas do acidente.