
Um dos três homens indiciados pela Polícia Civil na investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha morreu na madrugada desta segunda-feira (13), em Florianópolis. O empresário e advogado Tony Marcos de Souza, de 52 anos, sofreu um infarto. A informação foi confirmada pelo advogado da família, Rodrigo Duarte da Silva.
Tony havia sido indiciado por coação de testemunha. Ele era tio do adolescente apontado como autor das agressões que levaram à morte do cão Orelha. A defesa negou as acusações e afirmou que o empresário estava deprimido e estressado com a situação.
Investigação
O indiciamento ocorreu após uma discussão envolvendo o empresário e o porteiro de um condomínio na Praia Brava, no Norte da capital. Segundo a Polícia Civil, houve intimidação contra o trabalhador. O caso é analisado pelo Ministério Público, tanto em relação à coação quanto às investigações sobre maus-tratos a cães comunitários na região.
Entenda o caso
Três homens — incluindo o pai e o tio do adolescente apontado como autor das agressões — foram indiciados em fevereiro por coação ao porteiro do condomínio onde veraneiavam, na Praia Brava. De acordo com a investigação da Delegacia de Proteção Animal, o caso ocorreu na noite de 12 para 13 de janeiro, dias após a agressão ao cão. Na ocasião, os homens teriam ido até a portaria para confrontar o funcionário. Em depoimento, o porteiro afirmou que um dos envolvidos estava alterado e aparentava estar embriagado.
Segundo a Polícia Civil, houve comportamento intimidador. Um dos suspeitos teria usado tom agressivo e feito ameaças, enquanto outro chegou a questionar a vítima com a frase: “tu sabe com quem tu tá falando?”.
Um morador que presenciou a situação relatou ter visto um volume na cintura de um dos envolvidos, semelhante a uma arma, o que aumentou a tensão. Apesar disso, buscas foram realizadas e nenhuma arma foi encontrada.



