O que deveria ser o início de uma nova fase cheia de esperança acabou se tornando um pesadelo diário para a médica veterinária Giovana Nantes. Moradora de Foz do Iguaçu, no Paraná, ela afirma viver há cinco anos sob constantes ameaças, vandalismo, maus-tratos a animais e perseguição por parte de um vizinho.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais após Giovana relatar publicamente os abusos. Segundo ela, os problemas começaram assim que recebeu as chaves da nova casa. O principal envolvido seria um vizinho de 75 anos — o mesmo que, segundo Giovana, havia sido discretamente apontado como um possível problema pelo antigo proprietário do imóvel.
"Quando recebi a chave, ele cortou a cerca elétrica. Achei que fosse engano, que ele nem soubesse que a casa tinha sido vendida. Mandei arrumar. Dois dias depois, ele cortou de novo. Fiz boletim de ocorrência. Consertei. Em seguida, ele cortou de novo. Foi assim 12 vezes", contou.
Mesmo após diversas denúncias registradas e uma audiência no Fórum, nenhuma medida efetiva foi tomada. “O juiz disse que não havia o que fazer por causa do Estatuto do Idoso. Gente, que absurdo é esse?”, desabafou.
No entanto, os atos de vandalismo foram apenas o início de uma escalada de violência. Em um dos vídeos publicados por Giovana, ela relata que o vizinho teria matado um cachorro com as próprias mãos. "Tem um vídeo dele com o cachorro jogado no chão. Quando percebeu que estava sendo filmado, saiu correndo e largou o animal", relatou. O laudo da necrópsia indicou envenenamento com chumbinho e sinais de estrangulamento.
A lista de abusos inclui ainda corte de árvores em frente à casa de Giovana, tentativas de agressão contra sua mãe, ameaças verbais, e até explosões de bombinhas, que teriam aterrorizado uma criança autista.
Ela também relatou a existência de bilhetes ameaçadores deixados pelo morador. O filho do homem, de acordo com Giovana, tem conhecimento dos episódios, mas não sabe como conter o comportamento do pai.
Em nota, a Polícia Civil informou que a ocorrência foi devidamente registrada pela vítima. O inquérito, que apura os crimes de ameaça, maus-tratos a animais e dano ao patrimônio, já foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Paraná, responsável por dar prosseguimento ao processo.
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