
A Polícia Civil de Santa Catarina realizou a maior apreensão de cocaína da história do estado. Ao todo, foram encontrados 4,426 toneladas da droga em um galpão em Balneário Piçarras, no litoral catarinense. Seis homens, todos naturais do Reino Unido, foram presos em flagrante. Segundo a polícia, a carga foi avaliada em aproximadamente R$ 486 milhões, considerando o valor que poderia alcançar no mercado britânico.
A investigação começou após os policiais perceberem uma movimentação suspeita envolvendo uma van branca que ficava estacionada em um local isolado durante a noite e circulava durante o dia. Durante cerca de um mês, os investigadores acompanharam os veículos utilizados pelos suspeitos e descobriram que dois carros alugados eram usados para chegar até a van, que transportava materiais para um galpão.
Com o apoio de drones e outras ações de monitoramento, a polícia identificou a ligação entre os veículos e o imóvel. A abordagem aconteceu quando a van deixava o galpão. Dentro dela, os policiais encontraram cerca de 5 quilos de cocaína e materiais de borracha usados na fabricação de pneus.
Na sequência, os policiais entraram no galpão, onde encontraram um sexto homem responsável por vigiar o local. No imóvel, havia vários paletes cobertos com plástico e materiais de borracha, além de grande quantidade de água sanitária. Segundo os investigadores, os produtos químicos podem ter sido usados para tentar esconder o cheiro da droga e dificultar a identificação por cães farejadores.
Durante a vistoria, os policiais encontraram a maior parte da cocaína escondida em um dos conjuntos de paletes, ao fundo do local. Um cachorro também ajudou a localizar os entorpecentes. Com uma balança encontrada no próprio imóvel, a equipe confirmou o total de 4,426 toneladas da droga.
Os seis britânicos foram presos, e celulares foram apreendidos para ajudar a descobrir a origem e o destino da cocaína. A Polícia Civil também pediu à Justiça que as prisões em flagrante sejam convertidas em preventivas. A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e descobrir se o grupo faz parte de uma organização criminosa nacional ou internacional.
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